Vampire Weekend A Todo O Gás No Coliseu Dos Recreios

Por Tânia Fernandes

Vampire Weekend

A maior parte das bandas faz uma digressão com base num alinhamento mais ou menos fixo. Os Vampire Weekend optam por surpreender em cada cidade onde tocam. Há sucessos incontornáveis mas, à boa moda antiga, pode-se contar com uma boa dose de incerteza sobre o tema que se segue. Foi assim esta terça-feira, no Coliseu dos Recreios. Uma noite quente e muito animada.

Foi um regresso muito esperado. Os Vampire Weekend atuaram em Lisboa no verão passado, no festival NOS Alive e, para muitos, soube a pouco. Com o mais recente trabalho, Father of the Bride, conquistaram destaque nas playlists do grande público, que encheu o Coliseu para cantar e dançar. Foram mais de duas horas de concerto, com mudanças abruptas de registo. Entraram de forma suave, com “Flower Moon” e logo de seguida, ficou tudo aos pulos com “Holiday”. Os êxitos mais recentes, entraram cedo no alinhamento: “Unbelievers” foi acompanhado com entusiasmo pelo público.

Ezra Koenig, o vocalista, foi dialogando com o público, ao longo da noite. “Há canções que nunca tocámos em Portugal. Temos muita coisa para por em dia” avisou logo no início. Cruzaram melodias acessíveis com batidas mais tribais, numa sequência que funciona de forma vibrante ao vivo. “Sympathy” foi um desses momentos poderosos. O indie rock instalou-se em momentos como “Unbearably White” ou “Step” e foi acompanhado por todos. Mas neste caldeirão de música também houve espaço para a música country, em “Married in a Gold Rush”, uma passagem pelo punk rock, mas também pela batida mais eletrónica em “Giving Up the Gun”.

No centro do palco, há um globo gigante a rodar. É o símbolo do mais recente trabalho, Father of the Bride, o álbum onde encaixam todos estes ritmos do mundo. Uma versão mais longa de “Jerusalem, New York, Berlin” encerrou esta parte do concerto.

Quando regressaram, para encore, a postura foi de “discos pedidos”. Com as luzes acesas, a iluminar a frente da plateia, Ezra Koenig pergunta o que querem ouvir. E a pedido de uma rapariga tocam “Boston (Ladies of Cambridge)”. Satisfazem ainda um pedido inusitado de um italiano, natural de Nápoles. Quer não só ouvir como também acompanhar a banda ao piano em “My Mistake”. Desejo concedido, complementado de abraços eufóricos a cada um dos membros da banda.

Antes das últimas despedidas, agradeceram o calor do público, que levou mais uma medalha “best crowd in the world”. Lisboa é o último concerto da digressão europeia e Ezra Koenig diz que não podiam ter escolhido melhor local. “Worship You”, “Ya Hey” e “Walcott” fecharam a noite, com a promessa de regresso.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.