The Script Cativam o Público de Lisboa no Meo Arena

The ScriptReportagem de Pedro Fonseca (texto) e António Silva (fotos)

Lisboa assistiu na noite de ontem ao último concerto da digressão europeia dos The Script, No Sound Without Silence Tour. O Meo Arena apresentava um balcão e uma plateia repletas de público jovem, e menos jovem, pais e filhos juntos em uníssono a cantar o pop rock da banda de Danny O’Donoghue, Mark Sheehan e Glen Power.

Com uma entrada fulgurante, a banda cativou logo o público presente ao atravessar a plateia acompanhada por jovens que transportavam bandeiras e luzes led em tons de verde. Ao ritmo de “Paint the Town Green”, os The Script pareciam querer pintar o Meo Arena e Lisboa de verde, tal como a sua Dublin natal.

Seguiu-se nova música do último album “Hail Rain or Sunshine”, para logo a seguir fazerem uma passagem pelo album de estreia da banda em um dos seus maiores hits “Breakeven”, que o público fez questão de acompanhar cantando e “Before the Worst”.

Com “Superheroes”, talvez a música mais conhecida do último album, o público delirou fazendo sentir à banda que em Portugal têm fãs dedicados e que podem sentir-se em casa. Isso mesmo frizou Mark Sheehan, o guitarrista, ao dizer que «Adoramos Lisboa!», tentando saber se haveria interessados para “adoptar” algum membro da banda, e disponibilizando-se para tal.

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“We Cry” e “If You Could See Me Now” convenceram os fãs mais devotos de que o concerto não seria apenas o album que dá nome à digressão e mostraram uns The Script mais emotivos e sensíveis. “Man on a Wire” trouxe novo momento de conversa, com Mark Sheehan a confessar o seu medo de alturas e a dificuldade que foi filmar o videoclip, brincando ao dizer que “Temos de passar a ter mais cuidado com as músicas que compomos”. A empatia e interação com o público continua, com Danny e Mark a perguntarem se alguém pretende ligar ao ex-namorado(a) para que lhe cantem “Nothing”. Um jovem decidido disponibiliza-se para ligar à ex-namorada, Mariana, que acaba por desligar a chamada após uns segundos. Danny é persistente e enquanto a atuação continua, pede para ligar novamente. Foi um dos momentos win-win do concerto… ganhou a banda, ganhou o público!!! E até a Mariana ganhou!

Para dar entrada a “Good Ol’ Days”, Danny e Mark demonstraram a amizade que os une há anos ao beberem de uma só vez uma cerveja, cada um. No final, Danny fez ainda questão de brindar o público com um sonoro arroto, para gargalhada geral do público. Recordações dos temos de jovens em Dublin?

Seguiu-se “Never Seen Anything “Quite Like You””, já no pequeno Palco localizado bem no meio da plateia. E como estávamos a 1 de abril, Danny anuncia o fim da banda!!! Sem conter o sorriso de quem não conseguiu convencer a plateia, acaba por anunciar que vão estar presentes a 18 de julho no Festival Marés Vivas. Ainda neste palco, e de forma mais acústica, tocam “The Man Who Can’t Be Moved” com um público rendido a acompanhar. E enquanto Mark começa um solo de guitarra, Danny e Glen desaparecem no meio da escuridão. Danny reaparece no meio de um balcão em delírio por ter o ídolo ali tão perto, de câmara na mão ao som de “You Won’t Feel a Thing”. Novamente no palco principal tocam “Six Degrees of Separation” e “It’s Not Right for You” que foi acompanhado ao som de palmas ritmadas, antes de abandonarem o palco.

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É ao som do refrão desta última música que o público chama pela banda para um, mais que desejado encore. “The Energy Never Dies” é iluminado com um radioso sol em fundo, seguido com outro dos maiores hits da banda “For the First Time”, que contou mais uma vez com a prestação vocal da plateia. Com todo o Meo Arena de pé, chegou uma das músicas em ascensão do último album, “No Good in Goodbye”, antes da muito esperada “Hall of Fame” com uma chuva de papelinhos e show de luzes, finalizada por um solo de bateria de Glen.

Um final de concerto com uma enorme ovação e a devida vénia de uma banda que demonstra ser capaz de cativar o mais variado público.

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