Super Bock Super Rock: último dia marcado com enchente para ver Prince

Reportagem de Elsa Furtado
Francisco Lourenço e Sara Santos (Fotos)

Era um dos dias mais aguardados dos vários festivais de Verão deste ano, o dia em que Prince regressava a Portugal para um concerto único, e com a promessa de algumas surpresas, como um dueto com a portuguesíssima Ana Moura, uma das vozes da nova geração do fado português, um concerto que não gorou expectativas, com direito a banho de multidão, cerca de 32 mil pessoas, no encerramento da 16ª edição do Super Bock Super Rock.

O momento esperado estava marcado para as 23h40, mas foi ao bater da meia-noite, que “The Symbol” (nome utilizado pelo artista entre 1993 e 2000) surgiu em palco, acompanhado da projecção de símbolos nos ecrãs laterais do palco, recebendo logo uma enorme onda de aplausos, para o concerto que mais pessoas teve a assitir, em três dias de festival.

Pequeno, mas cheio de genica, imune à passagem da idade, o norte-americano Prince Rogers Nelson proporcionou um grande momento de espectáculo, com ritmo, cor e bons músicos a acompanhá-lo. Grandes sucessos como “Let’s go Crazy”, “Delirious”, “1999” e “Nothing Compares to you” foram desfilando pelo palco, uns atrás dos outros, para deleite da multidão, que acompanhava as músicas com isqueiros acesos ou a fazer coro nas partes mais conhecidas.

Rendidos à performance de um dos maiores artistas das últimas décadas, o público estava em êxtase e foi assim que recebeu Ana Moura, com uma ovação de aplausos que ecoou até à praia do Meco. Cantando e dançando ao som do fado “Casa da Mariquinhas”, os festivaleiros mostraram o carinho que sentem pela fadista, a quem Prince chamou de “irmã” (My sister Ana Moura).

Para o encore ficaram guardados os mega-êxitos “Kiss” e “Purpple Rain”, que encerraram uma actuação marcada por várias declarações de amor do artista a Portugal: “I love this country, and i love you Portugal” e dominantemente funk. Um concerto para guardar na memória, uma vez que gravações e fotos foram proibidas.

Também um grande momento foi o concerto dos Empire of the Sun, a banda escolhida para encerrar esta edição do festival, que proporcionou um grande momento musical e visual, com a banda australiana a justificar todas as expectativas geradas à sua volta, encerrando em grande esta 16ª edição do Super Bock Super Bock.

Este último dia de festival foi também marcado pela presença de outras grandes bandas, como os Spoon e os The National, no Palco EDP, por onde passaram ainda os Stereophonics e a jogar em casa, os rapazes do Palma’s Gang, que abriram as actuações do dia às 18h00.

Ausentes dos palcos como grupo há já algum tempo, Jorge Palma, Zé Pedro, Tim, Flak e Alex, mostraram que o rock português está vivo e de boa saúde. Durante cerca de uma hora o público vibrou e fez coro em temas como “Lobo Mau”, “Cara d’Anjo Mau”, “Portugal, Portugal” ou “Deixa-me Rir”, entre outros tão conhecidos do público português.

Já pelo palco EDP passaram Stereo Parks, The Morning Benders, Wild Beasts, Sharon Jones & The Dap Kings e a encerrar o som alegre e cativante do John Butler Trio, uma das boas surpresas deste palco.

No palco @ Meco, o dia ficou marcado pelas actuações de Rui Vargas e André Cascais, Laurent Garnier, entre outros.

Para o próximo ano está já prometida nova edição, nesta mesma localização, e com a promessa de algumas melhorias, especialmente em relação à redução do pó e às condições do terreno.

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