Sintra dinamiza Vinho de Colares

No passado dia 14 de Maio, Sintra – Capital do Romantismo deu a conhecer mais uma pérola do seu património, o vinho de Colares, com a realização do  II Almoço de Colares, com o apoio da Câmara Municipal de Sintra e dos Vinhos de Lisboa – Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa. O evento decorreu no Tivoli Palácio de Seteais, com o objetivo de combinar a tradição e a arte gastronómica do hotel com a coleção de vinhos da Adega Cooperativa de Colares, que é histórica e muito rica.

O evento iniciou-se com uma prova técnica das novas colheitas de Colares, no salão nobre do hotel, com as explicações técnicas a cargo do enólogo, Aníbal Coutinho. 

O almoço foi especialmente preparado pelo Chef Luís Baena (chef executivo do grupo Tivoli Hotels & Resorts), com preferência dos produtos da região e da época, como tal optou pela utilização de tuberculos da região. A refeição foi acompanhada por vinhos antigos de Colares, seleccionados pelo enólogo Aníbal Coutinho. A entrada foi acompanhada pelo Chitas Branco, 2006; o peixe com o Viuva Gomes Tinto, 1967 e a carne foi acompanhada pelo Adega Regional, Tinto, 1993. A refeição terminou com um delicioso travesseiro de Sintra, confeccionado no hotel, com gelado de chá preto dos Açores, acompanhado pelo Vinho Generoso de Carcavelos, Conde de Oeiras.

 O almoço contou com a presença de Vasco D’Avillez, Presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, que acentuou a importância do Vinho de Carcavelos, fortemente impulsionado pela acção do Marquês de Pombal. A acção do Marquês de Pombal foi importante produção da zona de Oeiras, Gradil e Sintra. Também presente, esteve o escritor José Rodrigues dos Santos e o Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, que lançou um repto ao escritor: a inclusão do vinho de Colares e de Carcavelos no romance de 2014.

A Adega Regional de Colares foi fundada em 1931, sendo assim a cooperativa mais antiga do país e uma das  mais antigas regiões demarcadas de Portugal.

O Vinho de Carcavelos está a ser explorado pela Câmara Municipal de Oeiras, na tentativa de recuperar o património, depois da sua quase extinção. A área de produção é de 24 hectares. Actualmente existem vinhas na Estação Agronómica de Oeiras e nas Quintas dos Pesos, da Ribeira e da Samarra, situadas no Vale de Caparide. As castas mais utilizadas no fabrico deste vinho são a Trincadeira, a Galego-Dourado, a Espadeiro e a Negra Mole.

Carcavelos produz um vinho licoroso de qualidade e tradição, produzido em região determinada, com direito a menção específica de “Vinho Generoso” (VLQPRD). Tal denominação carece da aposição do selo de garantia na garrafa pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa. Presentemente este vinho só se produz no tipo doce, como tal é classificado como vinho de sobremesa que deve ser servido à temperatura ambiente, em copo tipo Porto. A sua graduação alcoólica varia entre os 18 e os 20 graus.

Reportagem de Clara Inácio (texto e fotos)

 

 

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