Os Incontornáveis da animação portuguesa marcam abertura da Monstra 2010

Os 10 anos do Festival de Animação de Lisboa (MONSTRA), que decorre até dia 21 de Março, são celebrados com uma homenagem ao cinema de animação português, que foi assinalada quinta-feira à noite, na abertura do evento, com uma retrospectiva do que se fez em Portugal nessa área, e que incluiu a projecção do primeiro filme de animação português do qual existem os desenhos e uma reconstituição em suporte digital.

Quem se deslocou ao cinema São Jorge, para assistir à abertura do Festival, deparou-se com uma casa cheia e bem animada.

Fernando Galrito, director artístico da MONSTRA, que fez as honras da casa salientou esse facto e o crescimento que a Monstra tem tido ao longo de uma década.

Depois de uma primeira edição dedicada ao cinema de animação de animação “voltamos à língua portuguesa”, afirmou o director artístico do evento.

E é nesse sentido que surgiu o programa de retrospectiva de animação portuguesa, construída numa base cronológica, que começa com O Pesadelo de António Maria, de 1923, o primeiro filme de animação português do qual existem os desenhos e uma reconstituição em suporte digital, seguindo-se filmes animados, muitos deles publicitários, de 1941, 1965, 1966, 1970, 1975, 1976, 1978, 1982, e shshsh Sintonia Incompleta, de 2000, de Mário Neves.

A primeira noite da MONSTRA foi também marcada com a estreia do filme Várzea que juntou os poemas e música de Armando Servais Tiago e realização de José Manuel Xavier os antigos mestre e discípulo, que hoje são “mestre e mestre”, como disse Fernando Galrito, e “amigos”.

Experimentalista, Várzea é um poema animado, que sem palavras, faz voar o espectador ao longo das imagens, onde vai podendo aperceber-se da várzea, do poema, da música, dos pássaros.

Antes, o Festival foi palco da projecção de uma animação sobre a criação de um projecto.

Aedificandi, criado por arquitectos, músicos, coreógrafos, performers, e que tem como base a arquitectura e a criação, visou unir as diferentes belas artes, fazendo, em diferentes momentos, alusão a cada uma delas.

O MONSTRA segue até ao dia 21 de Março, em salas tão diversas de Lisboa, como o São Jorge, City Classic Alvalade, Museu da Marioneta, Museu Nacional de Etnologia, Teatro Meridional, Fundação Calouste Gulbenkian, Escola Secundária D. Dinis e Fnac.

Por Catarina Delduque

Deixar uma resposta