Optimus Primavera Sound 2013 – Dia 3: A noite de Savages e a desilusão de My Bloody Valentine

OPS2013_2ºDia_Catarina CostaIMG_2385Reportagem de Sandra Mesquita (texto) e Catarina Costa (Fotos)

Menos concorrido, o terceiro, e último dia do Primavera Sound 2013 contou com uma programação mais alternativa marcada pela atuação das britânicas Savages e de My Bloody Valentine, que dividiu opiniões.

A tarde começou com os portugueses Glockenwise, que reuniram uma pequena plateia em frente ao Palco Super Bock. Pouco depois, foi a vez dos Paus subirem ao palco do Primavera Sound português. “Deixa-me Ser ” foi um dos momentos altos da atuação do quarteto,  que também marcou presença na edição do festival em Barcelona.

Seguiram-se nomes como The Sea and Cake, Manel, The Drones e os espanhóis Los Planetas mas foram os Dinosaur Jr. que protagonizaram o primeiro momento alto da noite. O rock alternativo da década de 80 e 90 reuniu milhares em frente ao palco ao som de temas como “Feel The Pain”, “ Freak Scene” e até uma versão de “Just Like Heaven”, dos Cure.

“Nós somos Explosões no Céu” disseram os Explosions in the Sky quando subiram ao Palco Optimus perto das 23h00. Durante cerca de uma hora, a banda texana conseguiu abanar as cabeças do público que se juntou em frente ao palco.

Seguiram-se as londrinas Savages com o álbum “Silence Yourself”, considerado um dos melhores do ano pela publicação Pitchfork, num concerto que provocou uma opinião unânime por parte de quem assistiu: foi uma das melhores atuações da noite.

Pouco depois da 1h00 My Bloody Valentine – um dos nomes mais esperados do terceiro dia do festival – e Dan Deacon atuavam em simultâneo, obrigando os festivaleiros a fazer uma escolha. Apesar da pequena audiência no início da atuação, Dan Deacon encheu o Palco Pitchfork de ritmo com o público a dançar animadamente no centro do espaço que, aos poucos, ia ficando completo. Já no Palco Optimus os My Bloody Valentine começaram com uma atuação intensa mas foram perdendo público à medida que o concerto ia avançando. O som das guitarras, bateria e baixo da banda irlandesa de rock alternativo sobrepôs-se ao da voz, num concerto que dividiu opiniões.

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Em palco estiveram ainda Liars, White Fence, Fucked Up, entre outros nomes que fizeram parte do cartaz deste último dia, encerrado com a atuação de Magician.

Três dias e mais de cinquenta concertos depois, o balanço desta segunda edição do Primavera Sound português é positivo. Segundo a organização, o Parque da cidade recebeu mais de 75 mil pessoas, numa edição que contou com mais portugueses do que o ano passado.

O cartaz de qualidade, o ambiente multicultural e o recinto limpo e agradável fazem deste um festival diferente de todos os outros, que chegou ao Porto para ficar. Para o ano há mais e, quem não quiser perder a 3º edição do Optimus Primavera Sound pode marcar já na agenda os dias 5,6 e 7 de junho de 2014.

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