Optimus Primavera Sound 2013 – Dia 2: A enchente para ver Blur

OPS2013_2ºDia_Blur_Catarina CostaIMG_2805Reportagem de Sandra Mesquita (texto) e Catarina Costa (fotos)

Eram cerca de 16h00 quando as portas do recinto do Parque da Cidade abriram para o 2º dia do Optimus Primavera Sound português. Pela fila que ia aumentando à medida que a tarde caía, percebia-se facilmente de que iria ser um dia mais agitando do que o anterior, não só por ser sexta-feira, mas pelos cabeças de cartaz. No centro das conversas que se faziam ouvir em vários idiomas, parecia haver consenso quando ao nome mais esperado da noite: uma década depois da última atuação em Portugal, os britânicos Blur provocaram uma enchente no Parque da Cidade do Porto.

A tarde começou com as atuações dos portugueses Dear Telephone e Memória de Peixe representando a música nacional naquele que é o festival mais internacional do país. Ghostdigital, OM, Neko Case, Daniel Johnston, SVPER foram alguns dos nomes que também atuaram até ao final da tarde mas foi às 21h00, em frente ao Palco Super Bock, que se deu a primeira enchente para ver os veteranos Swans. Durante cerca de uma hora e meia, os norte-americanos estremeceram o Parque da Cidade, numa atuação explosiva que levou os festivaleiros mais sensíveis a fugir da fila da frente logo no primeiro tema. Os que ficaram, aproveitaram cada minuto da atuação intensa dos veteranos do post-punk.

À mesma hora, os Mão Morta atuavam no Palco ATP para uma plateia onde os portugueses estavam em grande maioria e conheciam bem os temas interpretados por Adolfo Luxúria Canibal. A missão de substituir Rodriguez foi bem cumprida pela banda bracarense.

OPS2013_2ºDia_Grizzly Bear_Catarina CostaIMG_2542Com quatro palcos em funcionamento, a correria entre os concertos era bem visível. Às 22h50, o público corria apressadamente até ao Palco Optimus para ver os americanos Grizzly Bear, numa atuação impressionante que marcou o regresso da banda a Portugal.

Pouco depois, já aquecidos pelas sonoridades de Grizzly Bear, os festivaleiros aguardavam em êxtase o grande momento da noite. Eram 1h30 da manhã quando os Blur entraram em palco ao som de “Boys and Girls “, recordando as sonoridades dos anos 90 que marcaram a adolescência de muitos dos presentes na plateia. Seguiram-se grandes êxitos que assinalaram a carreira da banda como “Coffee & TV “, “Country House ” e “Parklife “. O público acompanhou Damon Albarn durante grande parte dos temas provando que, apesar dos anos terem passado, as letras não estão esquecidas. Para último ficou o tema mais aguardado, e talvez o mais energético, da banda – “Song 2” levantou muitos pés do chão provocando uma onda de euforia no recinto. Apesar de não ter sido o melhor concerto que o festival recebeu, foi uma atuação memorável em que a cerca de uma hora e meia de concerto pareceram quinze minutos, deixando o público a pedir por mais.

Apesar de muitos festivaleiros terem abandonado o recinto depois do concerto dos Blur – com um sorriso de orelha a orelha –, as atuações prolongaram-se até às 4h00 da manhã com nomes como Hot Snakes, Fuck Buttons, Glass Candy e Julio Bashmore.

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