Mariza pôs Casino de Lisboa ao rubro em Dia de Aniversário

Reportagem (texto e fotos) de Elsa Furtado

Foi com uma chuva de confettis e com o público ao rubro, que terminou ontem o concerto Mariza Convida… que assinalou a festa de cinco anos do Casino de Lisboa, numa noite que contou com casa cheia. Durante mais de uma hora e meia, a artista cantou, dançou e brincou com o público mostrando mais uma vez porque é que é uma das artistas portuguesas da atualidade preferidas e mais acarinhadas pela “Gente da sua Terra”, como Mariza chamou ao seu público.

A noite que começou cerca das 22h30 prometia, era a festa do 5º aniversário do Caino de Lisboa, e o cartaz também. Mariza era a protagonista e com ela trazia algumas grandes vozes, que com ela às vezes partilham os palcos e a estrada. Para abrir as hostes a artista escolheu “Locura”, seguido de “Fado Vianinha”, do seu mais recente álbum Fado Tradicional.

O primeiro convidado trouxe os sons e os cheiros da noite lisboeta – Ricardo Rodrigues, com ele Mariza interpretou “Fado Corrido”, seguido depois de um fado a solo pelo fadista.

A noite prosseguiu com as temperaturas a subirem, ao fim ao cabo o senhor que se seguiu trouxe sons e o calor “da nossa terra”, Cabo Verde. E foi com Tito Paris, que a festa começou a dar os primeiros passos de dança, ao ritmo da morna. “Beijo Saudade” foi o tema escolhido para o dueto, seguido de um ritmado “Dança na mi creola”, em que Tito cantou acompanhado pelos músicos de Mariza e que pôs o público a dançar.

O místico “Barco Negro” foi o tema que se seguiu, numa versão em que a bateria brilhou, e o público cantou e bateu palmas fazendo coro com Mariza. Outro grande momento musical foi a já habitual guitarrada nos concertos da artista, em que os seus músicos, Ângelo Freire, Diogo Clemente e o mestre José Marinho Freitas deram os ares da sua arte.

De novo em palco, a artista apresentou alguns temas mais alegres, como “Maria Lisboa”, que mais uma vez teve direito a pezinho de dança e a acompanhamento por parte do público. Depois foi a vez de Carminho subir ao palco e juntar a sua jovem e promissora voz à experiência de  Mariza, e foi em dueto que duas das mais emblemáticas vozes da nova geração do fado cantaram “Alfama”.

E a noite foi-se aproximando do fim, durante toda o concerto Mariza foi falando e brincando com o público, e foi assim, em jeito brincalhão que ela apresentou o seu último convidado da noite, segundo ela o mais esperado, Rui Veloso, ele que também já é um habitual do palco do Arena Lounge. Juntos, com a cumplicidade que já se lhes conhece, interpretaram “Não queiras saber de mim”, que contou com o acompanhamento do público, num dos momentos mais apreciados. Depois foi a vez de “mestre” Rui brilhar em dois temas na companhia dos seus músicos e do público, que fez coro no “Porto Sentido” e “Nas Regras da Sensatez”.

Para terminar o concerto, Mariza escolheu outro tema do seu novo trabalho, “Promete, Jura”, inspirado na sua infância e nas suas memórias e o alegre “Rosa Branca” de Terra, que pôs toda a gente a cantar e a dançar, para além de algumas brincadeiras que a artista fez com o público.

E foi emocionada, e no momento mais íntimo da noite, que Mariza revelou que este foi dos seus últimos concertos em Lisboa nos próximos tempos (recorde-se que Mariza vai atuar no Festival Delta Tejo, no Alto da Ajuda, no dia 2 de Julho, no Dia das Mulheres), pela aproximação de uma nova fase da sua vida – a maternidade, mas que espera regressar depois e ter à sua espera o seu público de sempre, que é o “Povo da sua Terra”, fazendo assim a ligação para o tema final, “Ó Gente da Minha Terra”, que encerrou o concerto em apoteose, no meio de uma chuva de confettis e de aplausos de um Casino de Lisboa repleto, como poucas vezes se viu.

No final foi altura de “Parabéns a Você” com todos os artistas em palco, ficou no ar o desafio da artista de “para o ano haver mais e com jantar”. Uma noite em grande, como Mariza já nos habituou.

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