Galápagos em exposição na Gulbenkian

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Das ilhas Galápagos conhecemos, habitualmente aquilo que nos chega através dos documentários científicos sobre a natureza. Laboratório do mundo natural, mostruário de como espécies de plantas e de animais se fixam no meio ambiente, se adaptam a ele e nele coexistem num sistema integrado. Pois foi precisamente este o sitio escolhido pela Fundação Gulbenkian para levar artistas, num programa de residência realizado ao longo de cinco anos, em que a arte se cruzou com a ciência, o ambiente e a política.

São as obras produzidas por esses artistas, entre desenhos, pinturas, filmes, instalações, esculturas e peças de som que agora podem ser vistos na exposição Galápagos no Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian até ao dia 7 de julho de 2013. Fascinados com o espaço da Fundação, os curadores Bergit Arends e Greg Hilty, presentes na apresentação, mostraram-se fascinados com a luz e a interação entre o edifício e a natureza envolvente, que em tudo promove o tema em causa. A proposta de disposição das obras aproveita aqui não só os trabalhos em si, como as valências arquitetónicas do espaço, induzindo à submersão do visitante.

Galápagos já esteve aberta ao público, em 2012, na Bluecoat em Liverpool e na Fruitmarket Gallery, em Edimburgo. O amplo espaço do CAM permite agora a exposição de peças que não estiveram ainda à mercê dos olhos do público.

O programa de residências decorreu entre 2007 e 2011 e envolveu doze artistas, entre os quais dois portugueses: Paulo Catrica, Filipa César, Jyll Bradley, Marcus Coates, Dorothy Cross (acompanhada de Fiona Shaw), Alexis Deacon, Jeremy Deller, Tania Covats, Kaffe Matthews, Semiconductor (Ruth Jarman e Joe Gerhardt) e Alison Turnbull. Esta foi uma iniciativa, dinamizada pela delegação no Reino Unido da Fundação Gulbenkian em parceria com a Fundação para a Conservação das Galápagos.

A exposição Galápagos pode ser vista no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian até ao dia 7 de julho de 2013, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Reportagem de Tânia Fernandes

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