Delta Tejo arrancou ontem com forte componente africana

Reportagem de Elsa Furtado (texto) e Sara Santos (fotos)

Em ano de Bodas de Ouro, arrancou ontem, dia 1 de Julho, no Alto da Ajuda, em Lisboa, a 5ª edição do Delta Tejo, o festival dedicado à música dos países produtores de café, numa festa que tinha a promessa de ser muito especial e com muitas novidades.

Neste primeiro dia do festival, destacaram-se as presenças do jamaicano Sean Paul e do angolano Yuri da Cunha, que encerraram a noite no palco Delta, nos dois concertos que contaram com a maior afluência da noite e que puseram toda a gente a dançar.

Pelo mesmo palco tinham passado antes os Nouvelle Vague e os GNR, que completam este ano 30 anos de carreira, acompanhados pela Banda Sinfónica da GNR, que celebra também este ano cem anos de existência. A estes coube as honras de abertura dos concertos no palco principal, interpretando temas tão conhecidos e apreciados como “Pronúncia do Norte”, “Asas”, “Morte ao Sol”, “Mais Vale Nunca”, “Dunas” e muitos outros.

Da apresentação dos franceses Nouvelle Vague destacou-se a presença do ex- Herói do Mar Rui Pragal da Cunha, de Teresa Lopes Alves e das atrizes Inês Castel – Branco e Dalila Carmo, que interpretaram novas versões de temas dos anos 80 dos Taxi, GNR, Madredeus, Ban e Xutos & Pontapés – “Homem do Leme”.

Mais atrás no recinto, no pequeno e aconchegante Palco Santa Casa atuaram Paulo Praça, que apresentou temas do seu mais recente trabalho, como “(Diz) A Verdade” e “Telepatia”, ainda para um recinto com poucos festivaleiros.

Mais cheio e animado foi sem dúvida o concerto dos angolanos Maya Cool, que terminaram a atuação com toda a gente a dançar, e que aqueceu os presentes, preparando-os para o concerto do outro angolano da noite: Yuri da Cunha e da sua “Makumba”.

Mais calmo e com grande cariz de lusitanidade foi a atuação dos Zeca Sempre, projeto recente, de tributo a Zeca Afonso, composto por Nuno Guerreiro, Olavo Bilac, Tozé Santos e Vitor Silva, e que reinterpretaram clássicos como “Venham mais Cinco”, “O que faz Falta”, “A Morte saiu à Rua” ou ainda “Que o Amor não me Engana”, no intervalo das canções, velhas gravações radiofónicas levaram a uma viagem no tempo, a uma altura em que as dificuldades e a crise também faziam parte do dia-a-dia dos portugueses.

Encerraram as atuações deste palco os Amor Electro, banda de Marisa, Tiago Pais Dias, Ricardo Vasconcelos e Rui Rechena, que apresentaram temas de Cai o Carmo e  a Trindade, como Estrela da Tarde”, “Foram Cardos foram Prosas” ou “Sete Mares” .

Como já vem sendo habitual, a tenda depois virou pista de dança, ao som da famosa dupla de djs Pete Tha Zouk & Pedro Cazanova, no Beck’ Stage.

Neste primeiro dia, destaque para a grande afluência africana, quer em palco quer de público. Como já vem sendo hábito neste primeiro dia o recinto só encheu depois das 21h00, mas as filas para a montanha russa, para a roda gigante e para o Bungee Becks já se viam desde o pôr-do-sol.

Uma das novidades deste ano é o Lounge, que foi melhorado e aumentado e está reservado aos vinhos da Adega Mayor, também da família Nabeiro.

 

Para logo à noite, no dia habitualmente dedicado às mulheres no festival, está prevista uma maior afluência de público, segundo revelou ao C&H Luís Montez, responsável da Música no Coração, produtora do festival, e muitas surpresas e emoções, com a presença de Asa, Aurea, Lúcia Moniz, Clã e Nelly Furtado.

 

 

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