Xutos & Pontapés Encerraram Em Grande O Douro Rock 2018

Reportagem de Rosa Margarida (Texto) e Paulo Soares (Fotos)

Segunda noite do Douro Rock, ainda as 21h00 não tinham chegado e as t-shirts pretas com o X vermelho já deambulavam pelo recinto – indício de uma grande noite ao som do melhor rock nacional.

A banda de Coimbra The Twist Connection inaugurou o palco e trouxe à Régua a velha escola do rock’n’roll. Carlos Mendes, aka Kaló, Samuel Silva e Sérgio Cardoso levaram o público a uma viagem aos anos 60, ao som do rock, do garage e do punk. A velocidade dos riffs, o swing e o Groove dos The Twist Connection aqueceram o ambiente. Temas como “It’s Not Working Out”, “Night Shift” e “Who Are These People” foram o aperitivo perfeito.

Do Rock para o hip-hop foi um salto e Tarik Mishlawi, artista americano criado em Cascais, foi o segundo anfitrião da noite. “Vida Boa”, “All Night” e “Always on My Mind” foram os hits do Bridgetown man. O flow e a sonoridade americana de Mishlawi e a energia dos Zanibar Aliens prepararam o palco para o artista seguinte.

Paulo Furtado e o seu alterego The Legendary Tigerman trouxeram ao palco do Douro Rock o cinema e o imaginário norte-americano ao som do pop, rock e blues. “Black Hole”, “Child of Lust” e “Naked Blues” foram os três primeiros temas de um espetáculo com dois palcos: o primeiro onde Tigerman fazia magia e o segundo no grande ecrã central por onde imagens, viagens e fantasias faziam o público viajar. O tigre, no seu branco integral e imaculado, ganhou vida com a banda que agora o acompanha. Os temas dos álbuns Misfit (2016) e Femina (2009) foram os mais aplaudidos.

Muito próximo da 1h00 da manhã “À Minha Maneira”, “Chuva Dissolvente” e “Sementes do Impossível” levaram ao rubro a multidão presente: Xutos & Pontapés na Régua.
“Avé Maria” e “Circo de Feras” foram os temas seguintes de um alinhamento que cruzou 39 anos de canções.

Tim, Kalú, João Cabeleira e Gui estavam no palco, mas Zé Pedro foi o “Homem do Leme”, com o seu nome entoado a cada passo, por um público multigeracional e um “Mar de Outono”, junto ao rio Douro, numa noite de verão. Ao tema gravado com Zé Pedro e ainda não editado seguiram-se temas como “Alepo”, “Alta Rotação” e “Privacidade”.

Tim, o verdadeiro “animal de palco” foi apresentando os temas e conversando com o público entre músicas, despedindo-se, a par e passo, com um “até já”, como se fosse, a cada música, para outro lugar e talvez tenha ido, na montanha-russa do rock’n’roll.

“Esta Cidade”, “Contentores” e “Para Ti Maria”, temas entoados num coro de vozes, as palavras intemporais dos Xutos a dançar nos lábios do público.

A despedida deu lugar a uma nova entrada em palco e a música escrita por Zé Pedro “Não Sou o Único” foi uma das mais belas homenagens da noite, porque como dizia o guitarrista “o público é a única razão de estarmos aqui”. “A música também ajuda” remata Tim, porque os Xutos & Pontapés são a banda que alia todos os ingredientes do sucesso.

“A minha Casinha”, o clássico eternizado pelos Xutos e “Para Sempre” foram o final apoteótico de dois dias de muito rock, dois dias de muita animação, dois dias de muito calor e de festa.

A 3ª edição do Douro Rock terminou com chave de ouro, para o ano há mais.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.