Xutos e Pontapés reforçam apelo ao direitos humanos em Live Freedom III

Xutos e PontapésReportagem de Tânia Fernandes e António Silva
 

Live Freedom, a iniciativa da Aministia Internacional, levou ontem ao palco do Teatro Tivoli BBVA os Xutos e Pontapés, Linda Martini e o humorista Ricardo Araújo Pereira. Ou como ironizou o próprio, no início da noite, uma combinação de divertimento, através da música dos Linda Martini e Xutos e Pontapés com a “chatice” do apelo ao respeito pelos direitos humanos, que lhe coube em mensagem.  O objetivo da iniciativa é o de promover a Maratona de Cartas da Amnistia Internacional, que todos os anos mobiliza milhões de pessoas em todo o mundo,  em nome de indivíduos cujos direitos humanos foram violados. E a primeira chamada de atenção da noite foi precisamente para uma das pessoas cuja ação da Aministia Internacional causou efeitos práticos: o caso de Zmitser Dashkevich, o bielorrusso que foi libertado apenas dois meses após a realização da iniciativa, no ano de 2007.

Se o objetivo é “fazer barulho” para conquistar a atenção da opinião pública, os Linda Martini conseguiram-no, arrancando desde o início da atuação os espetadores das cadeiras, para acompanhar o seu potente som. Começaram com “Dá-me a tua melhor faca” e passaram por temas como “Panteão” ou “Belarmino Vs” para fechar com “Amor é não haver polícia”.

Durante a mudança de palco a tarefa de entretenimento coube a Ricardo Araújo Pereira, que trouxe a boa disposição a assuntos com os quais nem todos conseguem brincar. Reforçando a ideia de que escrever cartas produz mesmo efeito, apelou a todos no sentido de assinarem as cartas dirigidas e diferentes entidades governamentais, no sentido de libertar Liu Ping (China), Chelsea Manning (EUA), Moses Akatugba (Nigéria) e Mulheres da comunidade de Mkhondo (África do Sul). Por diferentes razões, perseguidos, torturados ou detidos, todos eles estão de momento, a viver com os seus direitos humanos violados.

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A noite continuou com os reis do rock em Portugal. Os Xutos e Pontapés abriram com “Tu Também (Há 10.000 anos atrás)” e entre os mais antigos “Esquadrão da morte” ou “Remar Remar” foram apresentando temas do novo álbum.  Com direito a ficar de pé a aplaudir efusivamente, a plateia acompanhou com entusiasmo os cinco lutadores da noite: Tim, Zé Pedro, Kalu, João Cabeleira e Gui.  Os Xutos e Pontapés apoiam oficialmente a Maratona de Cartas e em particular o caso do nigeriano  Moses, detido sem julgamento e condenado em 2013 à pena de morte por assalto à mão armada (um crime que nega ter cometido).  “Maria” e “À Minha Maneira” fecharam uma noite de cidadania e sensibilização, carregada de decibéis.

Já assinaram as cartas?

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