Virgílio Castelo É O Homem Da Amália Numa Homenagem Única À Diva Do Fado

Por Elsa Furtado (Texto e Fotos)

Um homem, um homem anónimo (que pode ser qualquer um) fala-nos do seu grande amor, uma mulher famosa, uma diva, inatingível, mas afinal quem é esse homem? E essa mulher? Este é o ponto de partida de O Homem da Amália, a peça que estreou ontem no Teatro Armando Cortez em Lisboa, e que conta com autoria e interpretação de Virgílio Castelo.

Virgílio Castelo em palco, “sozinho” durante cerca de 1h15 minutos, leva-nos numa viagem no tempo e pelas memórias, à vida de Amália Rodrigues, que se estivesse viva completaria agora 100 Anos, data que está a ser assinalada um pouco por todo o país com vários eventos e nos quais a peça se insere.

Virgílio Castelo é José, um José anónimo, um José conhecido, um José Qualquer, no fundo representa todos aqueles que amaram e amam Amália, de uma forma mais anónima, platónica, e inatingível. Um homem que ama uma grande estrela, uma diva, de forma platónica e sem fim, sem espaço para mais nenhum amor, ao ponto do amor doer e levar à locura.

Comparando-se a Dom Quixote de La Mancha, este “José” fala-nos de Amália, da sua vida, do seu percurso, dos seus amores e desamores, dos seus desgostos, amizades, fados, e muito mais.

E com ele relembramos alguns dos momentos mais marcantes da vida de Amália, alguns dos seus fados e ficamos a percebê-la um pouco melhor.

Uma grande peça, com uma grande interpretação, de um grande ator. Virgílio Castelo dá provas mais uma vez da sua capacidade e versatilidade e de porque é um dos atores preferidos do público português.

O Homem da Amália conta com encenação de Paulo Sousa Costa e tem o selo da Yellow Star Company.

A peça pode ser vista de 30 de setembro a 28 de outubro, de sexta a sábado, às 21h00 e domingos às 18h30 no Teatro Armando Cortez em Lisboa, dia 30 de outubro na Anadia e dia 6 de novembro no Coliseu do Porto.

Os bilhetes podem ser adquiridos online e no local, e custam 15 euros.

Aïe mourir pour toi
A l’instant où ta main me frôle
Laisser ma vie sur ton épaule
Bercé par le son de ta voix
Aïe mourir d’amour
T’offrir ma dernière seconde
Et sans regret quitter le monde
En emportant mon plus beau jour
Pour garder notre bonheur
Comme il est là
Ne pas connaître la douleur
Par toi

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