Van Gogh Para Ver, Sentir E Tocar Em Lisboa

Por Elsa Furtado (Texto) e Tânia Fernandes (Fotos e Vídeo)

Meet Vincent Van Gogh
Meet Vincent Van Gogh

O Terreiro das Missas, em Belém (Lisboa), junto ao rio Tejo, foi o local escolhido para acolher a experiência Meet Vincent Van Gogh, uma mostra interativa sobre a vida e obra do conceituado pintor holandês Van Gogh.

A mostra, que abre hoje ao público, está instalada numa tenda gigante, montada especialmente para o efeito e onde as cores amarelo e azul – as cores preferidas do pintor, predominam.

À espera do visitante está uma experiência diferente da que habitualmente se tem num museu, aqui pode-se mergulhar dentro da vida e obra do pintor, nascido a 30 de março de 1853 em Zundert, na Holanda.

A experiência começa logo na sala de entrada, onde se pode tirar fotos no meio dos girassóis, depois de passada a porta é nos entregue um áudio-guia que nos vai acompanhar ao longo de toda a visita.

A família, a vida e o percurso do homem e do artista vão nos ser contados ao longo dos vários espaços. Os quadros de Van Gogh, como Os Comedores de Batata, Os Girassóis, Amendoeira em Flor, Noite de Estelas, Auto Retrato, A Colheita, entre tantos outros vão ganhando vida nas paredes, aqui é possível tocar, observar a perspectiva, a pincelada, apreender o seu estilo.

O Café Le Tambourin, em Paris, o hospital de Saint-Rémy onde esteve internado, a Casa Amarela em Arles, o seu quarto – imortalizado num dos seus quadros) são alguns dos ambientes recriados.

Filmes, fotografias, objectos, réplicas de quadros originais, postos multimédia transportam-nos para o mundo de Van Gogh. Pelo caminho podemos tocar nas peças, pintar e “restaurar” trabalhos do mestre impressionista. Ao contrário de uma exposição tradicional, o mote aqui é mesmo “Toque”, “Sinta”, “Viva” e deixe-se encantar pela obra daquele que é considerado um dos maiores pintores do Século XIX.

O percurso da mostra começa na Holanda, com os “Artistas Emergentes”, passa depois para Paris, segue para os campos da Provence e Arles, o famoso quarto de Van Gogh, vamos até à Casa Amarela e ao estúdio de Vincent na Place Lamartine, em Arles. Aqui assistimos à discussão entre o artista holandês e Gaugin, que leva à ruptura entre os dois artistas.

Os corredores do hospital St. Remy e os campos de trigo ilustram a fase da “Doença e da Criatividade” e a terminar o “Sucesso” do artista e da sua obra e a sua influência na Cultura e nas Artes.

Se quiser visitar a mostra em família pode fazê-lo e até é bem vindo, esta é uma exposição também pensada para os mais pequenos, com um áudio – guia feito a pensar neles e uma caça ao tesouro, para os ajudar a descobrir e a conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra deste grande pintor holandês falecido em 1890.

Esta é uma produção do Vincent van Gogh Museum, em Amesterdão, que pretende assim dar a conhecer e levar para fora das paredes do Museu a vida e obra do grande mestre, contando em Portugal com a parceria da UAU. Lisboa é a terceira cidade europeia a receber a exposição, para além de Pequim e Seul.

Segundo Adriaan Dönszelmann, director do Museu Van Gogh explicou ao C&H, “Esta é a única exposição, experiência oficial, a ideia é levar as obras e a colecção de Van Gogh a mais pessoas e mais locais, de uma nova maneira, e atrativa, uma vez que a colecção do museu é pequena e tem obras sensíveis”. Com a ajuda da tecnologia, a exposição torna-se mais apelativa e educativa, atraindo assim novos públicos e visitantes de todas as idades”, referiu ainda.

A mostra pode ser visitada até 31 de maio, em Belém – Lisboa, no Terreiro das Missas, de segunda a quinta feira e domingos, das 10h00 às 19h00 e às sextas e sábados, das 10h00 às 20h00. Para além desta tenda, está também a funcionar um Caleidoscópio nas Amoreiras, em Lisboa.

Os bilhetes podem ser adquiridos online e no local e custam 13 euros o bilhete normal, 9 euros o bilhete estudante e 27 euros o Pack Família, de segunda a sexta; e aos sábados e domingos custa 15 euros o bilhete normal, 11 euros o bilhete estudante e 33 euros o Pack Família. De referir ainda que, a visita é recomendada para maiores de 3 anos.

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