Um Dia… Na Viagem Medieval Em Terra De Santa Maria

Reportagem de Rosa Margarida (Texto) e Paulo Soares ( Fotos)

A 23ª Viagem Medieval em Terra de Santa Maria começou no dia 31 de julho e um portal no tempo leva os viajantes ao reinado de D. Fernando, cognominado como o Formoso ou o Inconstante. Até ao dia 11 de agosto, Santa Maria da Feira convida a uma viagem à Primeira Dinastia, com recriações históricas, animação circulante, visitas ao Castelo, feiras, mercados e banhos.

O reinado de D. Fernando não foi um dos períodos mais áureos da História de Portugal, entre as guerras fernandinas, a “mal-amada” rainha D. Leonor Teles e o fim da dinastia Afonsina, D. Fernando I, aclamado rei em várias cidades da Galiza, promulgou a Lei das Sesmarias, criou a Torre do Tombo, fundou a Companhia das Naus, mas foi incapaz de manter uma governação forte. São estes alguns dos episódios que pode vivenciar, em Santa Maria da Feira, com espetáculos de grande formato, entre “o Chamamento” até ao “Dragão Adormecido”, passando pela “Flor do Reino”, “As Intrigas Reais” e as “Lides Fernandinas”.

O evento conta com seis grandes espaços – o Castelo, o Convento, as Guimbras, o Terreiro, o Carvalhal e a Feira e ainda, várias praças, como a Praça da Nau e a Praça do Convento, espalhadas pelo recinto. A Viagem Medieval toma conta, por estes dias, da zona histórica e zonas adjacentes, numa verdadeiro regresso ao século XIV.

O Castelo e o Terreiro das Guimbras acolhem os espetáculos de grande formato. Assim, diariamente, o visitante poderá assistir ao Chamamento, pelas 18h00, com adestramento da cavalaria para as guerras contra Castela; à Flor do Reino, pelas 21h30, numa recriação da história amorosa de D. Fernando, “achegado a mulheres” e de D. Leonor Teles de Menezes; às Intrigas Reais, pelas 22h30, numa teia de conspirações após o casamento de D. Fernando com Leonor; às Lides Fernandinas, pelas 23h30, com as ações diplomáticas e a guerra iminente, durante o reinado de D. Fernando e, por fim, ao Dragão Adormecido, pelas 00h15, numa viagem mágica de medo e superação. Todos os espetáculos, com duração entre 30 a 35 minutos, são gratuitos.

Passeando pela Feira, pelo Terreiro e pelo Carvalhal, lado a lado com arqueiros, escudeiros, alcoviteiras, pedintes, lavadeiras ou vendedores, o visitante poderá assistir ao “julgamento de crimes menores”, ao “grito das bailias” ou ao “Terratreme”, propostas de animação diárias, que o transportarão para outro século. A deambular pelas praças do burgo, os acrobatas, malabaristas, atores e músicos animam os diversos espaços.

A praça das Tabernas e as muitas áreas alimentares convidam a um repouso. Espaços onde se servem iguarias de hoje e de outrora, regadas com sangria e vinho, em canecas de bairro alusivas à Viagem.

Cada um dos espaços oferece diferentes propostas, dirigidas a diversos públicos, desde o Sentir do Guerreiro aos Pequenos Guerreiros, no Castelo e no Convento, com atividades que vão desde o treino ao retrato real, passando pela criação de tiaras e escalada, ou o Carvalhal, onde se possibilita a prática de tiro ou arco ou o treino de escudeiros, passando pela Feira, com o Lago dos Feitiços, uma área de magia e de adivinhação e a Feira Franca, com produtos característicos da época medieval.

O tempo – ou a falta dele, de um passado que se faz presente, escasseia face ao tanto que há para ver: da Floresta Mágica à Revolta, do Grito dos Tambores à Peregrinação, passando, como não poderia deixar de ser, pela visita ao Castelo, com figuração e histórias encenadas e os aposentos reais.

Nas Guimbras, a estrebaria, a cetraria e o arraial militar são os espaços pedagógicos alusivos à cavalaria, à falcoaria e ao acampamento militar.

O Convento e os Banhos de S. Jorge são dois dos espaços que o visitante não vai querer perder, entre moinhos de papel, instrumentos musicais medievais e a recriação das práticas ancestrais do termalismo.

Depois de passar pela Granja dos Animais, espaço no Carvalhal onde coabitam animais domésticos e de caça, tempo para uma visita ao Albergue do Cavaleiro, uma estalagem à beira do caminho.

E, de caminho, se faz a Viagem – com os próximos passos…num próximo dia. Afinal, até ao dia 11 de agosto, os caminhos voltam no tempo em Santa Maria da Feira!

A pulseira, válida para todo o evento, tem um custo de 8 euros. O preço do bilhete diário varia entre os 2,50 euros e 4,50 euros, dependendo do dia do evento. As crianças até 1,30 m de altura estão isentas de pagamento.

Nota ainda para a possibilidade de adquirir um bilhete experiência, com custo variável, para “viver o evento de forma mais intensa e sensorial”, desde “Cavaleiro/Princesa por um dia”, “Merenda no Povoado” ou “Visita guiada com História”.

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