Turandot Marca O Regresso Da Ópera Ao Coliseu Do Porto

Turandot, de Giacomo Puccini, marca o regresso da Ópera ao Coliseu do Porto, depois de uma passagem por Lisboa.

Em colaboração com o Teatro Nacional de São Carlos, o espetáculo será apresentado, a 19 de outubro no Coliseu dos Recreios em Lisboa e a 21 de outubro no Coliseu do Porto, às 20h00, numa versão concerto, semi-encenada, com a participação da mais prestigiada cantora lírica portuguesa, Elisabete Matos, no papel de Turandot, numa produção dirigida pelo maestro Domenico Longo.  

Composta por três atos, a obra tem lugar na China Imperial onde uma princesa obriga os seus pretendentes a responder a três enigmas. Quem fracassa é condenado à morte, até que a chegada do Principe Calaf muda o rumo da história. A ópera teve estreia em 1926, em Milão, dois anos após a morte do seu autor, o italiano Puccini.

Na mitologia, na lenda ou no drama, o herói é confrontado com uma qualquer espécie de adivinha: ele terá de saber um facto recôndito, interpretar um significado arcano ou escolher o cofre certo.

Em Siegfried, Mime faz três perguntas a Wotan, e em Turandot propõe três enigmas ao príncipe da Tartária às quais deverá responder acertadamente, ou será então decapitado e a sua cabeça exposta no alto das muralhas da Grande Cidade Violeta. Tema anteriormente abordado por Antonio Bazzini em 1867, e Ferruccio Busoni em 1917, a Turandot de Puccini desenrola-se num mundo de exotismo cruzado de símbolos e de máscaras da commedia dell’arte. Numa luta entre duas personalidades dominadoras, cada uma delas determinada a conquistar a outra, a doce escrava Liù mata-se para salvar o príncipe das intenções assassinas de Turandot. É precisamente nessa altura do drama que Puccini morre e deixa a sua obra inacabada. Coube posteriormente a Franco Alfano a difícil tarefa de completar o final, quando Turandot, a princesa de gelo, o monstro vingativo, cede lugar à terna amante do príncipe das paragens longínquas capaz de desvendar os três enigmas.

A direção musical é de Domenico Longo, com encenação de Annabel Arden, e conta com as interpretações de Elisabete Matos (Turandot), Rafael Rojas (Calaf), Carlos Guilherme (Altum), Dora Rodrigues (Liù), Diogo Oliveira (Ping), João Pedro Cabral (Pang) e Manuel Rebelo ( Um Mandarim), com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e direcção do Maestro Titular Giovanni Andreoli, o Coro Juvenil de Lisboa dirigido pelo Maestro Titular Nuno Margarido Lopes e a Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pela Maestrina Titular Joana Carneiro.

Os bilhetes estão à venda nos locais e custam entre os 10 e os 120 euros.

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