The Script Navegaram Sobre O Público Português

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

The Script

Há artistas que fazem as suas apresentações ao público ignorando quem está a assistir. Outros contam com a energia do público e usam-na para transformar o espetáculo num momento memorável e único. Os The Script enquadram-se nesta segunda categoria. Dão tudo em palco e a interatividade que promovem com o público fazem com que cada concerto seja grandioso.

A Altice Arena estava reduzida a metade e ainda assim, havia muitos espaços livres. Mas quem marcou presença deu por ganha a aposta. Poucos foram os que não conseguiram estar nas imediações de Danny O’Donoghue. O vocalista dos The Script conseguiu surpreender com as suas várias incursões pelo público.

Depois das luzes se apagarem, a banda subiu ao palco enquanto se ouviam definições da palavra “Liberdade”. O mote vem do nome da digressão e do mais recente trabalho da banda Freedom Child. Arrancaram com o poderoso “Superheroes”, com muitos corações em néon acesos e, de seguida, o novo (mas já bem conhecido por todos) “Rock the World”. Segue-se “Paint the Town Green” em que Danny O’Donoghue desce, pela primeira vez, do palco para junto do público onde se deixa abraçar e fotografar.

“Nem acredito, só tocámos três músicas e isto é parece o fim do concerto” comenta no final. A observação é alusiva ao ambiente de euforia que atravessa a Altice Arena. Pede depois, para repetir um dos momentos de que mais gostou na visita anterior ao nosso país, em que o público cantou com ele “The Man Who Can’t Be Moved”. Com entusiasmo, o público concede-lhe o desejo e no final do tema, fica parado a admirar, com os olhos a brilhar, em jeito de agradecimento, o barulho que a plateia faz.

Esta foi a última noite da digressão europeia e é o guitarra quem acrescenta que deixaram “os melhores para o fim”. “Arms Open” de Freedom Child proporciona um momento mais calmo e voltam a explodir com um dos mais antigo: “Nothing”. Regressam ao novo disco com “No Man is An Island” e Danny pede para todos se abraçarem – em filas – e para darem oito saltos para a direita a oito saltos para a esquerda. Depois de criar este mar de turbulência, decide navegar as ondas, com um barco de borracha, em modo de crowd boating.

O entusiasmo é grande, para quem vê a sua estrela atravessar a plateia e a multidão estica o braço na sua direção. Dá meia volta à arena e regressa ao palco. Sem deixar cair a euforia, a banda volta a pegar num dos seus maiores êxitos para outro grande coro: “For The First Time”.

Quando se começam a ouvir os primeiros acordes de “Crazy World” as luzes iluminam o balcão. E é mesmo do lado oposto ao público que os músicos surgem, descendo a escadaria e aí interpretam também “Never Seen Anything “Quite Like You”. Neste último, vestem o papel de cupido, e pedem para os presentes se abraçarem ao namorado/a ou àquele amigo/a especial com quem vieram ao concerto. Não se esquecem de dar um abraço geral a quem veio assistir a este concerto, ao terminar o tema com uma retificação do refrão: “Never seen anything quite like Lisbon tonight”.

A banda regressa ao palco principal para “The Energy Never Dies”, mas Danny O’Donoghue leva o tema à letra e decide atravessar toda a lateral do balcão da Altice Arena a cantar. Um sonho, para quem comprou um bilhete para um lugar sentado, longe do palco, sem nunca imaginar que poderia ficar a uma distância tão curta do vocalista.

“Rain” põe toda a gente a dançar, um momento ao qual não faltam uns chapéus de chuva no ar. A banda refere que não consegue agradecer o suficiente pelo carinho que recebe e voltam para um encore forte com os temas “No Good in Goodbye”, “Breakeven” e “Hall of Fame”.

A noite termina em modo de céu estrelado, com as luzes dos telemóveis acesas e as bandeiras de Portugal e da Irlanda unidas, também no coração de quem assistiu a este concerto.

A primeira parte desta digressão ficou a cargo de Ella Eyre, uma jovem inglesa de grande voz e energia. Começou por agradecer a todos o facto de terem vindo mais cedo e pediu para a acompanharem a cantar e a dançar. Conseguiu, sem grande esforço, envolver a plateia que cedo lhe deu uma ruidosa aprovação. Trouxe “Waiting All Night”, uma versão dos Rudimental e mostrou depois dois dos seus novos temas “Answer The Phone” sobre o qual avisou que gravou um vídeo em Lisboa e “Came Here For Love” que pareceu já ser conhecido de quem assistia nas primeiras filas.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.