Temporada 2016|2017 Da Metropolitana De Lisboa Arranca Com Sinfonias De Beethoven

A temporada de 2016|2017 da Metropolitana de Lisboa vai ter, arranca em meados de setembro, com a promessa de um começo excepcional, que inclui a apresentação integral das sinfonias de Beethoven, ao longo de quatro concertos em dias consecutivos. Esta integral soará sucessivamente em Setúbal, em Lisboa e em Sintra, com diversas réplicas parciais em Almada, na Amadora, em Montemor-o-Novo, em Óbidos e na cidade do Porto.

A temporada da Metropolitana conta com a participação de Artur Pizarro que será o artista associado, lado a lado com o artista gráfico André Carrilho.

Artur Pizarro estará envolvido no Concerto inaugural, o qual terá como epicentro o Terceiro Concerto para Piano de Serguei Prokofiev, dois programas de música de câmara, um concerto com a Orquestra Académica Metropolitana e um derradeiro concerto com a Orquestra Metropolitana de Lisboa assinalando o 25.º aniversário da AMEC / Metropolitana, em junho de 2017, no Centro Cultural de Belém, onde interpretará, sob a batuta de Adrian Leaper, os Primeiro e Segundo Concertos para Piano de Franz Liszt.

A Temporada Barroca da Metropolitana irá abrir com os três Concertos para Dois Cravos de J. S. Bach, interpretados por Aapo Häkkinen e Marcos Magalhães, prosseguindo depois pelo grande repertório barroco e clássico: de Händel, Fasch e Telemann a C. P. E. Bach, Haydn e Mozart. Em destaque, três projetos raros: a jocosa Serva Padrona, de Pergolesi, em versão semi-cénica; as Cantatas BWV 12 e 66, que Bach escreveu para o calendário Pascoal; e o estranho magnum opus de Jean-Féry Rebel, Les éléments, com a inusitada descrição harmónica do Caos original que surpreendeu e fascinou a França musical no segundo quartel do século XVIII.

A Temporada Clássica, muito centrada nos três grandes compositores do classicismo vienense, Haydn, Mozart e Beethoven, abre espaços de convergência em múltiplas direções: na quadra natalícia estabelece-se uma ponte entre a famosa Serenata Noturna de Mozart e o Concerto Fatto Per La notte di Natale, de Arcangelo Corelli. Em fevereiro de 2017 a ideia de “paráfrase” irá conduzir o público por um deambular entre séculos, do Bourgeois gentilhomme, de Lully, revisitado por Richard Strauss, à contemporaneidade.

Em janeiro de 2017, mais uma “integral”, a dos Concertos para violino de Mozart: ao longo de dois dias, as cinco peças concertantes e ainda o raro Concertone, para dois violinos, serão interpretados por seis notáveis solistas, todos eles antigos alunos da Metropolitana, todos eles formados pelo Professor Aníbal Lima – constituindo-se assim uma homenagem ao Mestre, que assegurará a direção musical destes concertos, pelos cinquenta anos da sua notável carreira de intérprete e professor.

Muitos outros projetos atravessam a Temporada de Música da Metropolitana 2016/17. Alguns prosseguem e aprofundam ideias iniciadas nos anos anteriores, como O Dia Seguinte (Venha ouvir uma Orquestra por dentro!) ou o Atelier de Ópera que, em 2017, será dedicado a La Clemenza di Tito, de Mozart. Haverá ainda projetos desenvolvidos numa parceria triangulada com o São Luiz Teatro Municipal e o Museu do Fado: um deles será uma criação de Camané com a Orquestra Metropolitana de Lisboa; o outro um cruzamento improvável entre um fadista e um compositor de música árabe – Ricardo Ribeiro e Rabih Abou-Khalil que, num espírito de World Music, irão cantar a longa Toada de Portalegre, de José Régio, entre modos árabes e sonoridades contemporâneas.

Uma temporada a estar atento, com toda a certeza!

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