Teatro Da Trindade Apresenta Ópera Cómica Canção Do Bandido

Canção do Bandido é a ópera cómica que está atualmente em cena na Sala Carmen Dolores, do Teatro da Trindade, e que conta com música e direção musical de Nuno Côrte-Real, libreto de Pedro Mexia e encenação de Ricardo Neves-Neves, numa coprodução com o Teatro Nacional de São Carlos e a Temporada Darcos.

Partindo do conto tradicional O Macaco de Rabo Cortado, Canção do Bandido imagina uma personagem que não é um macaco mas um advogado, Casanova dos tempos modernos, homem que acumula conquistas e as vai trocando por novas conquistas, sem pensar muito nas consequências dos seus atos.
O casanovismo e o donjuanismo são revisitados numa época em que as guerras dos sexos (ou dos géneros) já não são o que eram, ou têm pelo menos discursos e legitimidades diferentes.
Coros gregos e essencialismos em tempos digitais e de #MeToo? Em quem devemos acreditar: no libreto, nos protagonistas, nos antagonistas, ou nas personagens que, falando em vez de cantar, contestam estes diálogos, estes tipos, esta dialética?
De D. Giovanni à música pop, dos bordões linguísticos aos jogos nonsense, as personagens de Canção do Bandido trazem para o palco tudo o que lhes ocorre, tudo o que sirva as suas estratégias ou ilustra as suas dúvidas. E os espectadores, certamente, tomam partido.

A Canção Do Bandido conta com as presenças de André Henriques (Macaco), Bárbara Barradas (Bruna), Cátia Moreso (Severa), Inês Simões (Esmeralda), Marco Alves dos Santos (Oponente), e Sónia Alcobaça (Selvagem), a parte instrumental está a cargo da Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pela Maestrina titular Joana Carneiro, e ainda o Coro do Teatro Nacional de São Carlos dirigido pelo Maestro titular Giovanni Andreoli e pelo Maestro assistente Kodo Yamagishi.

A ópera estará em cena até dia 18 de novembro, quarta-feira às 19h00, quinta e sábado às 21h00 e domingo às 16h30. Os bilhetes estão à venda online e no local e custam entre 12 euros e 20 euros.

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