Sítio Arqueológico Do Teatro Romano De Lisboa Apresenta Antígona

O clássico de Sófocles está de regresso aos palcos nacionais, pela mão de André Murraças, que assume a encenação e dramaturgia nesta nova versão de Antígona. A peça estreou ontem no palco do Sítio Arqueológico do Teatro Romano de Lisboa, e vai ficar em cena até 30 de julho, com exibições de terça a sexta-feira, às 21h00.

Antígona, uma das mais antigas peças conservadas do poeta grego Sófocles escrita no século V a. C., foi a «escolha imediata» do encenador, em resposta ao convite do Museu de Lisboa – Teatro Romano que, desde 2016, aposta na apresentação de peças clássicas num palco inusitado no coração da cidade antiga de Lisboa.

Antígona é uma mulher lutadora que, nesta tragédia clássica, pretende enterrar o irmão que foi morto durante a guerra mas que se vê a braços numa batalha contra o estado que o considera indigno. Visto como um traidor da pátria, os regentes pretendem deixar o corpo insepulto, levando a uma onda de revolta que vai afetar toda a família de Antígona.
Além da questão fundamental em Antígona – «que leis podem ser feitas de maneira a serem eficazes para todos, preservando a liberdade de cada um» – André Murraças destaca outros temas tratados nesta peça que a tornam ainda tão atual: «Por exemplo, Antígona é uma mulher que se opõe a um sistema feito por homens, um sistema masculino. Faz disso a sua batalha e está disposta a ir onde for preciso».

Com a leitura poética a que o argumento obriga, e utilizando o cenário natural do Teatro Romano em Lisboa, a peça conta com as interpretações de Cláudio de Castro, João Duarte Costa, Vítor Alves da Silva, Leonardo Proganó e Vítor Silva Costa.

Os bilhetes custam 6 euros e podem ser adquiridos online ou junto do Museu de Lisboa.

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