Sempre Atentas E Atentos Aos Sinais De Ney Matogrosso

Reportagem de Madalena Travisco (Texto) e António Silva (Fotos)

Ney Matogrosso trouxe Atento Aos Sinais ao Salão Preto e Prata do Casino do Estoril, nas noites de 4 e 5 de outubro, dando voz e corpo a temas que sinalizam sobretudo problemas do quotidiano brasileiro e mundial, alguns desses temas de autores menos conhecidos.

O alinhamento do espetáculo inclui também temas mais conhecidos como o “Vida Louca Vida”, o “Poema” de Cazuza ou o “Ex-Amor” de Martinho da Vila que, quase quase no final – foi mesmo a penúltima música – fez saltar as senhoras das cadeiras e telemóveis das carteiras, com Ney Matogrosso a descer do palco e a circular pela plateia do salão Preto e Prata:

Ney Matogrosso

Sempre sonhamos
Com o mais eterno amor.
Infelizmente,
Eu lamento, mas não deu…
Nos desgastamos
Transformando tudo em dor,
Mas mesmo assim
Eu acredito que valeu (…)

De touca, bota alta preta e braços estendidos dá início ao espectáculo que inclui “Rua da Passagem”, “Incêndio”, “Roendo as Unhas”, “Noite Torta”, “A Ilusão de Casa”, “Isso Não Vai Ficar Assim”, “Pronomes”, “Não Consigo (mais viver sem teu carinho)”, o “Samba do BlackBerry” e “Todo o Mundo o Tempo Todo”.

Pelo meio, o anúncio de “Agora eu vou ali, vou tirar uma roupinha e volto”. E vai mudando a indumentária. Termina de bota e calças prateadas, turbante elegante na cabeça.

Cantou e posou. E dançou, rodopiou. E cantou e posou, abanou. E cantou e dançou. E rodopiou. Foi a cada um dos lados do palco, cantando, fitando, dançando. Encantou. Sempre igual a si próprio: “Atento aos sinais”.

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