Segundo Dia de Rock In Rio Lisboa Na Vibe Da Dança

Reportagem de Tânia Fernandes, Vânia Marecos, António Silva e Inês Lopes

Black Eyed Peas

Foi com o recinto todo aos pulos que os Black Eyed Peas se despediram da multidão que dançou, sem paragens, durante a cerca de hora e meia de atuação da banda, este domingo, no Rock In Rio Lisboa. Antes, deu-se um pezinho de dança, mais comedido, com Ellie Goulding.

A tarde começou com chuva e apesar do impermeável ter sido posto de sobreaviso, acabou por não ser necessário. A adesão a este novo horário parece ter agradado aos festivaleiros que, pelas 16h00, já preenchiam de forma muito visível o recinto. As filas para as atracções desenhavam padrões interessantes no recinto, todos com muita vontade de levar uma recordação para casa.

A Funk Orquestra, no Music Valley, marcou o tom do dia. Com o corpo de bailarinas a ajudar à animação, conseguiram por o público a movimentar as ancas. Tiveram ainda, como convidada especial, a presença de Blaya, ajuda especializada na matéria!

Este domingo, foi dia de partilhar música em família e juntaram-se várias gerações que admiram o mesmo artista.

David Carreira, que abriu o palco mundo, é exemplo disso. Tem estado mais focado na área da representação, mas este ano já lançou três singles “Baby Boo”,”Noite Inteira” e mais recentemente “O Plano”. O artista teve oportunidade de os apresentar ao vivo, este domingo, e ainda trouxe alguns convidados surpresa, como MC Zuka e Deejay Telio (em “Problema que ela é linda”), a namorada, Carolina Torres (em “Baby Boo”), Kevin O Chris (no novíssimo “O Plano”), e o irmão, Mickael Carreira (em “Señorita”).

Edu Monteiro, o produtor de 24 anos, que já trabalhou com artistas do mundo inteiro, como Anitta, Pabllo Vittar, Lola Indigo, Cecilia Krull, Blaya e Fernando Daniel animou o Music Valley.

A dupla americana de synth-pop e eletrónica Magdalena Bay animou a Rock Your Street. A banda é composta pela cantora e compositora Mica Tenenbaum e pelo produtor Matthew Lewin. Passaram por temas como “Woww” e “Dreamcatching”.

Bárbara Tinoco apresentou-se no Music Valley em estreia absoluta. Primeira vez num festival, como artista mas também a título particular, dada a sua juventude. Apresentou-se com um ar muito primaveril, figurino original e flores entrelaçadas no cabelo. Foi um concerto muito concorrido. Dedicou “Carta de Guerra” aos avós, e cantou também temas como “Sei lá”, “Cidade”, “Tragédia”. Fechou com “Antes dela dizer que sim”.

9 Miller juntou tanta gente frente ao palco Yorn que se percebe que o hip hop deveria ter um espaço maior para receber os seus artistas. “Limonada” e “Filho da Guida” são alguns dos seus temas de destaque. Para o palco, além de ter partilhado protagonismo com amigos como Murta, Lhast, Tóy Tóy T-Rex, Benji Price e Agir (que já atuou no palco mundo), trouxe também a sua filha.

À mesma hora, na Rock Your Street Paulo Flores e o rapper Prodígio apresentaram o projeto Esperança, que teve como primeiro álbum “A Bênção e a Maldição”. Ambos Angolanos e com reconhecimento nacional e internacional, juntaram-se para, ao ritmo da sua música, demonstrar o desejo de uma mudança na sociedade.

Seguiu-se, neste palco Ivete Sangalo, que só não levantou tanta mais poeira, porque choveu horas antes, mas voltou a fazer juz ao nome de “furacão”. Abriu com “Tá Solteira, Mas Não Tá Sozinha”, seguiu para “Tempo de Alegria” e “Abalou”. A artista é recordista de concertos no festival – atuou duas vezes em 2016, depois de Ariana Grande ter cancelado.
Fez questão de deixar bem claro o quanto estava feliz com o regresso: “Eu estava com tanta saudade de estar aqui.”
Fechou com uma sequência que fez todo o recinto abanar: “O Farol/ Festa/ Acelera Aê” e “O Mundo Vai / Arerê”.

Miss Caffeina estão a apresentar o novo disco El Ano Del Tigre e, por essa razão, decoraram o palco a rigor. Trouxeram um ritmo pop, espanhol e divertido.

Ellie Goulding, a cantora pop britânica entrou com alguma timidez, mas rapidamente se deixou contagiar com a boa energia do público. Em “Holding on for Life” já tinha todo o público a dançar com ela. Ao dar voz a temas que gravou com conhecidos Djs, como “Powerful” de Major Lazer, ou “Outside” e “I Need Your Love” de Calvin Harris a festa ganhou maior intensidade.
“Nem consigo explicar como estou feliz de estar aqui. Gosto de vos ver a cantar e a dançar” admitiu, a determinado momento. Proporcionou também momentos mais calmos, como em “Bleach”, canção mais focada nas feridas causadas pelo amor. “Love Me Like You Do”, que fez parte da banda sonora do filme “As Cinquenta Sombras de Grey” voltou a contar com o coro do público. “Tides”, “Lights” e Burn” fecharam a sua apresentação.

Black Eyed Peas foram os cabeças de cartaz do segundo dia de Rock in Rio e transformaram o recinto numa gigante discoteca. Todos dançaram e nem a diferença de idades do público, neste dia, trouxe constrangimentos. Avós, pais, filhos e netos, todos de braço no ar a aproveitar a boa vibe de dança que se espalhou.
“Let’s Get It Started” abriu a festa. The Black Eyed Peas celebraram o regresso ao Festival Rock in Rio Lisboa, onde atuaram na primeira edição. E esse momento foi recordado em palco, juntamente com uma mensagem de carinho dirigida a Britney Spears, a artista que foi cabeça de cartaz no dia em que atuaram em Lisboa.
Sem Fergie, desde 2017, Will.I.Am, Taboo e Apl.de.ap monopolizam as atenções. Contam agora com a participação de uma nova voz feminina, a cantora natural das Filipinas J. Rey Soul.
Fixaram-se na zona exterior do palco, no topo da passadeira, junto foi ao público e foi aí que bombardearam os seus êxitos, com muitos mixes de temas reconhecidos pelos mais velhos, no recinto. Foi o caso de “Seven Nation Army” dos The White Stripes e a célebre banda sonora de Pulp Fiction (“Misirlou”, de Dick Dale) cruzadas em “Pump It” ou mais tarde um mix de “The Time Of My Life” da banda sonora de Dirty Dancing. Não deram tréguas e o êxtase prolongou-se durante cerca de hora e meia.
Apresentaram, ao vivo, o tema que lançaram esta sexta-feira, dia 17, com Shakira – ‘Don’t You Worry’ – e em que até fizeram um live nas redes sociais.
“I Gotta Feeling”, numa versão bem longa, foi a despedida de uma banda que registou um lugar especial no coração dos portugueses.

De acordo com a organização, passaram pelo recinto cerca de 70 mil pessoas.

O Rock in Rio volta a abrir portas no próximo sábado, dia 25 de junho. Pelo palco mundo vão passar Bush, UB 40 com Ali Campbell, A-ha e Duran Duran. Pode ainda assistir aos concertos de José Cid, Delfins, Ney Matogrosso, António Zambujo,  Luca Argel,  Lajja Sambhavnath, Francisco El Hombre, Arooj Aftab, Omar Souleyman, Karma the Only Son, Tilhon, Eva Rapdiva e Phoenix RDC, entre outos.

Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais e custam 74 euros.

Recorde o primeiro dia de Rock in Rio Lisboa 2022

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