República das Bananas Já “Governa” no Teatro Politeama

República das Bananas

Filipe La Féria estreou esta semana, no Teatro Politeama, a sua mais recente produção: A República das Bananas. Retrato de um país desgovernado, à mercê de oportunismos, carregado de desvirtuosos vícios mas rico em cultura. É a revista que mais sobressai nesta República das Bananas, e para a frente de palco, vêm atores que se destacam neste género: Rita Ribeiro, Anabela, José Raposo e Ricardo Soler, entre outros.

O público ri, aplaude, canta e acompanha com emoção os atores, em palco, quando surgem canções que reconhecem.

É com o Cante Alentejano que abre este novo espetáculo e estamos à porta do Estabelecimento Prisional de Évora. Em vão, pois o famoso detido já se encontra em casa, o que não impede que os mais desatentos lhe quererem fazer uma visita. A crítica política e social vai sendo intervalada com momentos musicais mais leves e carregados de brilhos e lantejoulas. “Neste país não há quem resista a um bom espetáculo de revista” cantam. Portugal está a leilão, dizem-nos, entre tricas e malabarismos sobre os negócios menos claros que todos lemos nos jornais. Nem os gregos escapam a esta paródia, com um excelente momento de dança e José Raposo a mostrar agilidade no passo.

Rita Ribeiro leva a plateia ao delírio, não só com as piadas mais atrevidas, mas principalmente pela forma acutilante e convicta com que as vai lançando. “O sexo nos homens é como o micro-ondas. 30 segundos e já foi”. Mesmo sozinha em palco é preenche-o com o seu talento. Sucedem-se os trocadilhos e as gargalhadas saem com facilidade: “A mulher é como o circo, debaixo do pano é que está o espetáculo”.

[satellite auto=on caption=off thumbs=on]

 

As referências aos turistas em Lisboa, a nova pink street no Cais do Sodré ou os tuk-tuks são motivo para animadas rábulas, acompanhadas de momentos musicais. A referência ao teatro, como forma de vida e fonte de alegria é uma constante durante todo o espetáculo.

A República das Bananas é protagonizado por Rita Ribeiro, José Raposo, Anabela, Ricardo Castro, Paula Sá, Ricardo Soler, Bruna Andrade, João Duarte Costa, Patrícia Resende, David Mesquita e Paulo Miguel. Os bailarinos são coreografados por Marco Mercier, os figurinos de Mestre José Costa Reis e a orquestra, ao vivo, é dirigida pelo Maestro Mário Rui.

Há sessões de quarta-feira a sábado, às 21h30, aos sábados e domingos às 17h00. Os bilhetes custam 30 euros, (plateia e 1ª tribuna), 25 euros (2ª tribuna), 20 euros camarotes, 15 euros (1º balcão) e 10 euros (2º balcão) e estão à venda no local.

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

 

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.