Regresso Aos Anos Da Censura Com A Culpa Foi Da Revolução

A editora Clube do Autor apresenta o romance A Culpa foi da Revolução, da jornalista Manuela Sousa Rama, baseado em acontecimentos históricos documentados e centrado na «história de uma mulher, de uma família e de uma país que vive uma conturbada época revolucionária».

Passaram-se já mais de 40 anos desde o fim da ditadura, mas é impossível esquecer, garante Manuela Sousa Rama. Jornalista à época, a autora relembra que a censura à imprensa e aos jornalistas era diária, exigindo-lhes constantemente criatividade e subtileza para evitar os riscos do famoso lápis azul.

É sobre esta ausência de liberdade, não apenas nas redações como noutras esferas culturais, mas sobretudo nos vivências e expectativas de um país, que se centra o romance A Culpa Foi da Revolução. Manuela Sousa Rama parte da história de uma mulher e da sua família para recuar aos meses anteriores à Revolução de Abril e ao conturbado período político e social sentido de norte a sul do país, aqui retratado a partir do mundo dos jornais.

Pegando na sua experiência enquanto jornalista, a autora desenrola nestas páginas o processo revolucionário em curso e acompanha-o até ao fim técnico da Revolução, em 1982, com a extinção do Conselho de Revolução.

Paralelamente, Manuela Sousa Rama debruça-se também sobre o reflexo daquele na imprensa portuguesa, com especial incidência numa das maiores empresas jornalísticas do país (a Sociedade Nacional de Tipografia) para retratar, com rigor e sensibilidade, um dos períodos mais castradores do século XX português.

O livro, de 224 páginas, está à venda por 15 euros.

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