Recriação dos Guerreiros em Terracota de Xian chega ao Museu Nacional de História Natural

cartaz imperador qin_3O Museu Nacional de História Natural e da Ciência recebe a partir do dia 8 de maio e até 8 de julho a exposição Diálogo com o Imperador Qin, para a qual artistas dos 28 países da Comunidade Europeia, com José de Guimarães, em representação de Portugal, e três da China foram convidados a recriar guerreiros do exército em terracota de Xian, China, para uma “marcha de paz” que irá percorrer a Europa.

Ao todo são apresentadas 27 esculturas de soldados, com dois metros de altura, e que “incorpora a alma europeia”, lê-se no folheto de Xian sobre a exposição, onde se acrescenta: “um exército que vive em museus contribui para a construção de um mundo de diálogo”.

O exército de guerreiros de terracota, que rodeia e protege o imperador Qin foi encontrado em 1974, na província de Xiang, na China, onde ainda pode ser visto.

Mas que exército é este? Manuel Empis de Lucena – Comissário da Exposição em Lisboa explica na introdução à exposição: 

Vamos recuar no tempo, até ao séc. III AC, quando reinava na China o Imperador Qin Shi Huangdi, considerado o mais importante Imperador da história daquele grande país, que unificou as suas fronteiras, combatendo e vencendo os generais e senhores da guerra donos de enormes regiões, que unificou a língua, moeda, os pesos e as medidas e que iniciou a construção desse extraordinário monumento que é a Grande Muralha da China.

Este Imperador, em vida, mandou construir um mausoléu, onde seria enterrado, guardado por milhares de soldados em terracota, em tamanho natural, que o defenderiam para a eternidade, que hoje se podem apreciar em Xian.

Esta exposição é um projeto da Qu Art – Bruxelas, que desafiou um artista de cada um dos 28 países da União Europeia e três da China, a criarem “a sua própria interpretação dos guerreiros, com uma única condição, a de não ostentarem qualquer símbolo bélico, mas sim serem transmissores de paz, diálogo, compreensão, entre diferentes povos, entre diferentes culturas….”, segundo o comissário da exposição em Lisboa, Manuel Empis de Lucena.

O Diálogo com Imperador Qin esteve já em diversas cidades chinesas e no ano passado chegou à Europa, onde esteve já em Talin, Estónia, Tsinandali, Geórgia, e agora Lisboa, passando depois por Bucareste, Paris, Roterdão, Praga, Luxemburgo, e Bruxelas.

A exposição abre ao público no dia 9 de maio, e pode ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 17h00, e aos sábados e domingos, entre as 11h00 e as 18h00. A entrada na exposição tem três modalidades : o bilhete de 2 euros dá acesso somente à exposição; por 5 euros pode visitar todas as exposições do Museu e o bilhete conjunto de Museu e Jardim Botânico custa 6 euros.

Texto de Catarina Delduque

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