Quinta Da Auga, Um Refúgio De Luxo Em Santiago De Compostela

quintaauga_01Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

Às portas de Santiago de Compostela há um refúgio de luxo que soa a divina redenção para quem palmilhou quilómetros para aqui chegar. A Quinta da Auga faz parte do universo Relais & Chateaux, garantia de que mais do que uma estadia, o alojamento aqui promete ser uma experiencia inesquecível. E é, de facto, um abrigo requintado e de charme, localizado no meio do campo, o que aqui encontramos. Estilo clássico e decoração inglesa fazem deste edifício, com origem no século XVIII, um espaço elegante, mas ao mesmo tempo aconchegante. O hotel ocupa hoje o que começou por ser uma fábrica de papel, mais tarde cervejaria e ainda fábrica de gelo.

Um dos pontos fortes deste hotel da Galiza é o SPA, onde é disponibilizada grande variedade de tratamentos e terapias. A água que circunda toda a quinta em ribeiros e linhas assume aqui papel preponderante. O circuito do SPA combina um primeiro momento de passagem por duche de aromoterapia, banho turco, duche sensações, sauna e sala de gelo, com um segundo momento, de piscina. Metade do espaço destina-se a natação livre e a outra metade proporciona uma viagem de conhecimento dos músculos do corpo através de jatos de água direcionados. Stressado com tanto descanso? Relaxe no jacuzzi antes de abandonar o espaço. O flutuário é outra das atracões do SPA, que faz parte de muitos dos programas disponíveis: “experiência”, “para dois”, “beleza”, “dias livres”, “grávida”, “homens”, “despedida de solteira”, entre muitos outros.

O hotel propõe ainda estadias que combinam o alojamento com terapias e gastronomia. Para além do restaurante, há um café com esplanada onde é possível “tapear” em ambiente sereno.

A Quinta da Áuga é indicado para uma escapada romântica ou retemperar forças. Vale a pena ficar sem tempo contado, para poder usufruir do espaço.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Santiago de Compostela

Santiago de Compostela, capital administrativa da Galiza, é destino final de muitos peregrinos. A fé, mas também a beleza dos caminhos põe muitos a fazer os trilhos que se espalham por toda a Europa, traçados antes da delimitação de fronteiras. A Catedral de Santiago, que se diz albergar o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo, é o ponto de reunião. A fachada barroca está, de momento, a sofrer intervenções de restauro e encontra-se, por essa razão, parcialmente coberta.

A cidade velha, de pedra, consta da lista de Património Mundial da UNESCO desde 1985. Com inúmeras lojas de comércio e restaurantes recheados de iguarias locais são tentação grande a quem aqui chega ao fim de dias em esforço físico. É grande a animação, num misto de emoção, alívio e alegria pela etapa alcançada. Santiago de Compostela é também uma importante cidade universitária, cuja origem remonta a 1495.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Arredores

Seguir o Caminho de Santiago é continuar em direção à costa. Nos tempos antigos, acreditava-se que este ponto mais ocidental do Império Romano era o fim do mundo. Finisterra (finis terrae em latim para “o fim da terra”) é o fim de todos os caminhos, devidamente assinalado no local com o marco do quilómetro zero. Seguir a crença é chegar aqui ao final do dia, e assistir ao por do sol que purifica o peregrino. A paisagem é deslumbrante e a vista espetacular.

A costa recortada da Galiza e a zona das rias baixas são outros dos pontos de atracão da Galiza. Também conhecido como o Caribe Espanhol, aqui encontramos praias de areia branca e fina e água azul-turquesa sem ondulação. Sanxenxo é destino de muitas famílias portuguesas do norte que preferem estas praias ao litoral desabrigado e muitas vezes ventoso do Minho. La Lanzada, mais despojada de infraestruturas, outro verdadeiro paraíso. Contam-se histórias de rituais de fertilidade aqui realizados. Um dos mais conhecidos promete o fim da infertilidade feminina a troco de um banho de nove ondas durante uma noite de luar.

A Ilha de La Toja, à qual se acede por uma ponte, é famosa não pelas praias, mas pelas suas águas termais, devidamente exploradas pelos hotéis locais. Vale uma visita para apreciar a igreja revestida de conchas de vieiras.

O marisco recolhido nas plataformas, que se podem observar nas rias baixas, faz parte do menu dos restaurantes da zona. O polvo, o queijo de tetilla ou os pimentos (de) Padron são presença obrigatória à mesa.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Vale a pena descobrir este canto da Europa. Na Galiza sentimo-nos bem recebidos e com uma agradável sensação da partilha.

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.