Quake – Centro Do Terramoto De Lisboa É A Nova Atracção Da Capital

Por Elsa Furtado (Texto e Fotos)

Chama-se Quake – Centro do Terramoto de Lisboa e fica em Belém, próximo do edifício novo do Museu Nacional dos Coches e dos últimos edifícios do casario antigo aqui edificado.

O Quake apresenta-se como um Centro Interpretativo, e combina as vertentes científica, educativa e lúdica relacionadas com os terramotos, mais concretamente com o grande terramoto que abalou Lisboa a 1 de novembro de 1755.

No dia 1 de novembro de 1755, por volta das 9h40, um intenso terramoto atingiu Lisboa, destruindo a maioria de seus edifícios, ruas e praças. Um tsunami seguiu-se ao terramoto, entre 60 a 90 minutos após os abalos, com ondas de cerca de 5m de altura vindas do rio Tejo, que inundaram a zona ribeirinha da cidade, aproximadamente até à zona onde hoje se situa o Arco da Rua Augusta. Simultaneamente, deflagraram inúmeros incêndios, originados pelos fogões nas casas e pelos candelabros nas igrejas, mas também por criminosos que aproveitaram a oportunidade para saquear palácios e igrejas. D. José I e a sua família sobreviveram ao terramoto por se encontrarem, nesse dia, no Palácio Real de Belém, uma vez que as princesas quiseram passar o dia santo na sua residência de campo”

Este é o ponto de partida para a visita ao Quake.

Neste edifício, construído de raiz, entramos no mundo das catástrofes naturais, tomando consciência delas, da sua possibilidade de poderem acontecer a qualquer momento, as suas consequências, mas também de aprender como reagir, prevenir e lidar com elas, “olhando para o passando para prevenir o futuro”: “Esperar o Inesperado” – é o mote do equipamento.

O percurso do Quake é composto por 10 salas interativas, distribuídas ao longo de três pisos, 1800 metros quadrados, e através dos quais entramos no mundo da Sismologia, logo na primeira sala – do Professor Luís, que “nos vai acompanhar ao longo da visita”.

Nas salas seguintes aprendemos um pouco sobre estes fenómenos naturais e as suas consequências, como foi o caso dos sismos de Tohoku no Leste do Japão (2011), e São Francisco nos Estados Unidos (1906).

Depois entramos numa “máquina do tempo” e viajamos até à Lisboa do século XVIII, onde encontramos uma cidade de traçado medieval, quase com uma igreja em cada rua, e dominada por um faustoso palácio instalado na Zona Ribeirinha. Nesta parte da visita ela torna-se mais “real”, mais sensorial e é aqui que se encontra a atracção principal do Quake – o simulador do terramoto, que nos transporta literalmente para a Missa de Todos os Santos de 1755, da Igreja de São Nicolau, para o princípio de tudo (este é verdadeiramente o ponto alto da visita e um momento de sensações fortes).

As salas seguintes vemos o que se passou na cidade, e o Gabinete de Crise, liderado por Sebastião José de Carvalho e Melo e as medidas tomadas para reconstruir a Capital, e influência que tiveram no futuro. A visita termina com algumas recomendações do que fazer em caso de sismo.

A visita tem a duração de 1h30, com conteúdos disponíveis em português, inglês, espanhol e francês, recurso a vídeo mapping, música, entre outros e cada visitante realiza a visita com uma pulseira RFID (Radio-frequency identification), que permite experenciar a parte mais interativa da visita.

O Quake fica na Rua Cais da Alfândega Velha, 39 e funciona todos os dias, entre as 10h00 e as 18h00. Os bilhetes podem ser adquiridos no local ou online e têm um preço entre 21 e 31 euros (atualmente está a decorrer uma campanha de abertura com preços promocionais). O Quake é recomendado para crianças com mais de 6 anos.

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