Pobre Milionário no Casino de Lisboa

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Reportagem de Tânia Fernandes e Sara Santos

Cansado de passar despercebido entre os que o rodeiam, Francisco Pinho lembra-se de atrair a atenção sobre si recorrendo à ajuda de um fiscal das finanças. Fazendo crer que está a ser alvo de investigações, a vida de Pinho passa a ser, aos olhos dos outros, muito mais interessante. O Pobre Milionário, em cena no Auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa é uma comédia carregada de ironia, que tem Miguel Guilherme como ator principal.

O poder do dinheiro e o jogo de aparências são temas tratados neste texto de Francis Veber. É também deste escritor, encenador e cineasta francês o texto de O Jantar de Idiotas que fez sucesso por cá. Numa crítica à sociedade que eleva a heróis aqueles que conseguem ludibriar a autoridade, sucedem-se as piadas sobre as ligações de interesse que se geram na sequência de uma simples mentira.

No palco, junta-se a Miguel Guilherme (desempregado, cuja única ocupação entregue depois de muita insistência da mãe, é vigiar uma das casa do padrinho milionário) Maria João Abreu (a ex-mulher que o deixou pelo amante), Rita Loureiro (a decoradora que trabalha na casa) , Rui Melo (Marinho,  antigo colega de escola, agora bem sucedido banqueiro),  Rita Calçada Bastos (vizinha russa, amante de um milionário bêbado), Sinde Filipe (o padrinho milionário) e Nuno Melo (o fiscal das finanças).

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“- Inventei uma inspeção fiscal para existir mais um bocadinho.
– Existir?
– Há anos que eu era invisível… isto foi assim uma espécie de golpe de magia! De repente, vieram todos para cima de mim como borboletas para a luz.
– E isso não o incomoda?
– O quê?
– Ter começado a existir graças a uma mentira.
– Não, antes pelo contrário, assim consegui perceber uma coisa: o importante não é ser rico, mas que os outros pensem que somos ricos.

 O Pobre Milionário é encenado por José Wallenstein, com produção da UAU. Pode ser visto no Auditório dos Oceanos, de quinta-feira a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h30.
Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais e custam entre 10 e 18 euros. Às quintas-feiras, sem marcação de lugares, há bilhetes disponíveis a 10 euros.

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