Playmode E Obras De Basim Magdy Para Ver No MAAT

A coletiva Playmode e M.A.G.N.E.T, filme do artista egípcio Basim Magdy, estão patentes, desde ontem, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) até fevereiro de 2020.

Playmode propõe uma reflexão sobre as possíveis relações entre arte e os jogos de vídeo e sobre a utilização de estratégias lúdicas e multissensoriais no campo de produção artística contemporânea. Em M.A.G.N.E.T, Basim Magdy apresenta um filme sobre um cenário hipotético sobre a gravidade da terra, uma encomenda do MAAT ao artista.

Mais de trinta artistas nacionais e internacionais participam na coletiva Playmode, que aborda a temática do jogo através da arte contemporânea, “nos conceitos básicos da revolução digital”, explica Patrícia Gouveia, uma das curadoras da exposição.

Com curadoria de Filipe Pais e Patrícia Gouveia, Playmode inclui trabalhos de artistas como Brad Downey, Gabriel Orozco e Ana Vieira, que adotam o tema e propõem uma reflexão sobre o período de ludificação que as sociedades contemporâneas atravessam, dividindo o espaço expositivo em três áreas temáticas: «modo de desconstruir, de modificar e de especular»«modo de transformar, de sonhar e de trabalhar» e «modo de participar e de mudar»

Na primeira secção, o conjunto de obras presentes explora os modos de jogar, de desconstruir, de modificar e de especular sobre o jogo, e os artistas têm liberdade para transformar as regras e os jogos que conhecemos em novas interpretações capazes de exprimir e sugerir outras visões sobre o mundo em que vivemos. Em «transformar, sonhar e trabalhar», os curadores exploram o paradoxo dos conceitos de brincadeira e jogo e do seu poder de transformação das estruturas cognitivas, físicas e sociais. Por último, a secção «modo de participar e de mudar» evoca o poder do jogo nos chamar à atenção, da sua capacidade de nos fazer participar em algo, convocando a nossa atenção mais profunda. Os sete jogos digitais presentes nesta área, propõe-nos diferentes modos de mudar de perspética e de consciência sobre certas condições sociais e culturais.

Outra novidade apresentada pelo MAAT é o mais recente filme de Basim Magdy, M.A.G.N.E.T, com curadoria de Inês Grosso e de Irene Campolmi. É a primeira exposição individual do artista em Portugal e o primeiro projeto concebido de propósito para o espaço Video Room do MAAT. “Estive a filmar durante dois anos”, começou por explicar o artista egípcio que vive em Basileia, na Suíça. A ideia começou quando leu algo sobre a gravidade. “E se a gravidade aumentasse na Terra?”, pensou, na altura. Foi o ponto de partida para este filme.

Um filme gravado em vários locais da Europa, como a ilha de Nisyros, na Grécia, as gravuras rupestres de Foz Coa e o Cromeleque dos Almendres em Portugal, um laboratório de robótica em Manchester, no Reino Unido. Usando a aplicação de filtros de cor, o artista propõe uma reflexão sobre o impacto das alterações climáticas, do aquecimento global do mundo e nas potenciais consequências catastróficas destes fenómenos.

De acordo com a curadora Inês Grosso, esta obra reforça a importância que o MAAT “tem dado à inclusão de artistas provenientes de diferentes geografias e contextos na sua programação”.

As exposições estão patentes no MAAT de 11 de setembro de 2019 a 17 de fevereiro de 2020. Podem ser visitadas todos os dias da semana, exceto às terças-feiras, das 11h00 às 19h00.

Os bilhetes estão à venda nos locais habituais, tendo um custo de 5 euros (bilhete normal), 2,50 euros (estudantes e séniors), grupos (de +10 pessoas) 2,50€, sendo que só se pagam a partir dos 18 anos.

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