Pimavera Sound – Dia 3: o Encerramento com Sol e os The National

Reportagem de Sandra Mesquita (texto) e Catarina Costa (fotos)

primavera_sound_dia3-074Com grandes nomes a passar pelos quatro palcos do festival e o Sol, finalmente, a marcar presença, o NOS Primavera Sound não podia ter terminado de melhor forma. A tarde caiu ao som do indie folk dos portugueses You Can’t Win, Charlie Brow que trouxeram na bagagem temas do último álbum “Diffraction/Refraction”, entre eles “Be My World”, “Shout” e “After December”.

Sem se deixarem fotografar ou filmar para os ecrãs laterais do palco, os Neutral Milk Hotel subiram ao palco principal com Jeff Mangum sozinho na guitarra ao som de “Two Headed Boy”. Seguiram-se temas como “Oh Comely”, “Angel Eyes” e “The Aeroplane Over The Sea”.

Pouco depois, o John Grant, começava a atuação ao som de  “Marz” depois de um problema técnico ter impedido de tocar “Vietnam”, como planeado, num concerto acompanhado por uma audiência atenta. O músico, apaixonado pela cidade, interpretou temas como “Black Belt”, que fez vibrar o público, e os mais recentes “Queen of Denmark” e “Where Dreams Come To Die”.

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Os quatro palcos a funcionar em simultâneo durante o Festival podem originar algumas decisões difíceis, uma delas foi a escolha entre The National e as californianas Dum Dum Girls.  Optámos por The National, os cabeças de cartaz da noite. A banda apresentou o seu último álbum “Trouble Will Find Me” e alguns temas dos trabalhos anteriores. “Mr. November”, “Ada”, “England”, “Bloodbuzz Ohio”, “Fake Empire”, “Afraid of Everyone” e “Terrible Love” fizeram parte do alinhamento do espetáculo que juntou uma enorme multidão em frente ao palco principal. St. Vincent, que iria atuar horas depois, juntou-se aos norte-americanos para um dueto com “Sorrow”.

primavera_sound_dia3-026Ao mesmo tempo, no palco ao lado, atuava uma das grandes revelações da noite: Charles Bradley. Decidimos espreitar e não nos arrependemos. Apesar da concorrência dos The National e Dum Dum Girls, o sexagenário reuniu em frente ao palco ATP uma multidão que aumentava a olhos vistos. Os ritmos soul, a voz rouca e a atitude energética do músico em palco surpreenderam muitos dos presentes num estilo a fazer lembrar o icónico James Brown.

A festa continuou com a carismática St. Vincent a subir ao palco Super Bock já depois da meia-noite numa dança teatral repleta de movimentos teatrais. Do novo álbum não faltaram temas como “Digital Witness”, “Birth In Reverse” ou “Give Me Your Loves”. St. Vincent não provocou euforia no público mas mostrou-se capaz de ocupar um palco eficientemente num excelente concerto.

Speedy Ortiz, !!! (Chk, Chk, Chk) e Cloud Nothings também passaram pelo NOS Primavera Sound no último dia da edição portuguesa do festival que nasceu em Barcelona.

Apesar de termos gostado mais da última edição, o regresso ao Primavera Sound foi como um matar saudades do festival que já faz parte da cidade: não faltaram as coroas de flores na cabeça, as toalhas de piquenique amarelas estendidas no chão, o copo de vinho na mão e a melodia dos diferentes idiomas presentes no festival. A organização já confirmou: para o ano há mais!

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