Pedro Jóia Trio & Ney Matogrosso – Jóias Nos Claustros Do Mosteiro Dos Jerónimos

Reportagem de Madalena Travisco (Texto) e Joice Fernandes (Fotos)

Pedro Joia Trio e Ney Matogrosso

O Mosteiro dos Jerónimos ganhou uma nova dimensão ontem à noite, 26 de junho, no concerto de apresentação de alguns temas do novo trabalho  Vendaval de Pedro Jóia Trio e a atuação de Ney Matogrosso como convidado especial.

Valeu a pena a espera de 33 minutos pelo início do concerto (“Não somos um país perfeito (…)!?”) já que os claustros do Mosteiro revelaram verdadeiras jóias: Pedro Jóia Trio e Ney Matogrosso.

Ao talento de Pedro Jóia, juntaram-se João Frade no acordeão e Norton Daiello no baixo. Um, os três, às vezes quatro – com Ricky Maques na percussão – levaram os instrumentos ao limite num repertório que incluiu peças de Carlos Paredes, Fado Armandinho e Fado Lopes, música do Nordeste do Brasil, temas de Paco de Lucia e até corridinho algarvio. Numa cumplicidade em que a batuta está no olhar, está no sorriso ou está no pé que trauteia.

O monumento que representa um tributo à descoberta de novos mundos pelos portugueses representou também a celebração da amizade de Pedro Jóia com Ney Matogrosso. Aquele que ouve os maiores elogios com o ar malandreco de sempre (“és um gaaaato!”) apresentou-se de calça escura e blusa preta, sem plumas nem brilhos. Bamboleou e brilhou como é costume com a “Balada do Louco”, “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “Duas Nuvens”, “O Mundo é um Moinho” e “Bandoleiro”.

Palavras de Pedro Jóia: “Para mim é um prazer sempre tocar com o meu amigo Ney Matogrosso (…) Está no meu coração sempre como amigo e como artista”. Ney Matogrosso assentiu e retribuiu.

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