Palácio de Queluz com novo projeto museológico para assinalar os 180 anos da morte de D. Pedro IV

Quarto_onde_morreu_D. Pedro_lowres_creditos_Smithsonian_Institution_Art_Resource_NY_Scala_Florence (1)O Palácio Nacional de Queluz assinala os 180 anos da morte de D. Pedro d’Alcântara de Bragança com um novo projeto museológico: o Quarto D. Quixote, assim apelidado existirem nele 18 pinturas decorativas, representativas de episódios da história de D. Quixote de La Mancha.

Este quarto apresenta um enorme simbolismo por ter sido nele que o Rei de Portugal e Primeiro Imperador do Brasil nasceu e, passados 35 anos, morreu.

Esta exposição terá também uma componente virtual, que será a primeira lançada por uma instituição museológica portuguesa a ser integrada no Google Art Project.

O objetivo deste projeto museológico consistiu em estudar e valorizar o Quarto D. Quixote e os espaços adjacentes, bem como a figura de D. Pedro IV, através de uma nova museografia e de vários suportes interpretativos, com destaque para os digitais. Para tal, foram reunidas peças do Palácio Nacional de Queluz e protocolados empréstimos com outras instituições: Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional da Ajuda, Museu Nacional dos Coches, Museu Militar de Lisboa e Museu Nacional Soares dos Reis. Serão expostas 48 peças, incluindo 15 pinturas e miniaturas, 15 objetos pessoais de D. Pedro IV e 9 peças de mobiliário.

Além da investigação histórica e iconográfica e do levantamento documental realizados (revisão de documentação de arquivo, imprensa diária e literatura da época), este projeto, que se desenrolou ao longo de 6 meses, envolveu também trabalhos de restauro, como a pintura decorativa das paredes do Quarto D. Quixote (todo este espaço tinha já sido objeto de reconstrução nos anos que se seguiram ao incêndio de 1934), a renovação do equipamento museográfico, a ampliação do sistema de segurança e o reforço do sistema de iluminação com instalação de lâmpadas de tecnologia LED (dando continuidade ao projeto de redução dos consumos energéticos em curso no Palácio e respeitando o ambiente intimista do quarto).

Procedeu-se também ao restauro da escrivaninha de viagem de D. Pedro, pertencente ao acervo do Palácio Nacional da Ajuda.

O projeto museológico contextualiza o próprio Quarto D. Quixote e o arco temporal da vida de D. Pedro IV, que esteve diretamente ligada à independência do Brasil e à consolidação do liberalismo em Portugal. Inclui painéis informativos e um tablet, onde se disponibiliza uma imagem 360º da sala, com pontos de interesse que permitirão o acesso a informação mais detalhada sobre o património exposto.

Paralelamente, está acessível no local um minissite com a biografia cronológica de D. Pedro IV, ilustrada com imagens e documentos de época; a sua genealogia ascendente e descendente; e uma seleção de doze dos seus retratos mais emblemáticos, correspondentes a factos e períodos marcantes da sua vida. Este minissite está também acessível online emwww.dpedroiv.parquesdesintra.pt.

A iconografia mais emblemática deste projeto, estará também disponível para consulta e visualização, em alta definição, na exposição virtual que complementa o presente projeto. Especial destaque para a aguarela de Ferdinand le Feubure, que reproduz o Quarto D. Quixote em 1850 e inclui uma inscrição manuscrita da Princesa D. Maria Amélia, filha de D. Pedro IV: “Chambre oú mourut mon père, dans le Palais de Queluz” (“Quarto onde morreu meu pai, no Palácio de Queluz”).

O Palácio de Queluz pode ser visitado das 9h00 às 19h00, e os bilhetes variam entre os 9,30 euros e os 6,30 euros.

Texto de Susana Sena Lopes

 

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