Pablo Alborán Prometeu E Cumpriu

Reportagem de Elsa Furtado (Texto) e Sara Santos (Fotos)

A noite “prometia” e o público ansioso aguardava. E eram cerca das 21h45 (apenas 15 minutos de atraso sobre a hora marcada) que os primeiros acordes se começaram a ouvir ontem à noite, na Arena do Campo Pequeno em Lisboa, e entre gritos e palmas, Pablo Alborán surgiu em palco.

Lisboa foi a cidade escolhida para o encerramento da Prometo Tour, e o alinhamento prometia ser fiel ao álbum lançado em 2017. A noite começou e terminou em tom de festa e muito animada.

“No Vaya a Ser” foi o tema escolhido para dar início ao concerto, que logo aos primeiros versos fez o público levantar-se das cadeiras , cantar e dançar, e foram poucos os que se voltaram a sentar ao longo de quase duas horas.

“Pasos de Cero” foi o tema seguinte, que Pablo começou a cantar enquanto desdobrava uma bandeira portuguesa, e se dirigiu pela primeira vez ao público com um “Boa Noite Lisboa”.

Bem recebido, por uma casa cheia de fãs que o esperavam (maioritariamente mulheres, mas também com muitos casais presentes), o cantor espanhol disse que “Era um gosto estar de novo em Lisboa, especialmente depois do seu último concerto (aqui).”

E foi em tom romântico que o concerto continuou. “La Escalera”, “Dónde está el Amor”, “Recuérdame”, “Quién”, “Cuerda al Corazón”, “Lo Nuestro”, “Quimera” e “Tanto”.

E surpresa, surpresa, Pablo senta-se com uma guitarra e começa a tocar os acordes de “Amar Pelos Dois” de Salvador Sobral e canta o tema do artista nacional, que ele diz admirar, num português perfeito. Depois diz-se ainda admirador de Mariza e de Carminho, com quem lembra o dueto realizado em “Perdóname”, lançado em 2011, do álbum homónimo, e no qual o público se juntou ao cantor.

Ni una sola palabra más
No más besos al alba
Ni una sola caricia habrá
Esto se acaba aquí
No hay manera ni forma
De decir que sí
Siento volverte loca
Darte el veneno de mi boca
Siento tener que irme así
Sin decirte adiós
Siento volverte…

Seguiu-se um dos momento mais intimistas da noite com “Te he Echado de Menos”, e de regresso a Prometo com “Al Paraíso e o animado e vibrante “Saturno” e depois “La Llave”.

Pablo volta a falar com o público. “Como estão? … Eu luto por um mundo melhor, livre de racismo, machismo e de homofobia e vocês? Nesta canção vamos cantar por isso”. E um contestatário “Boca de Hule” se ouviu, iniciado por um estrondoso solo de bateria.

Depois, mais um momento calmo e romântico com “Por Fin”, “Tu Refugio”, “Curo tus Labios”, e “Miedo”.

E o concerto entra na reta final com “Idiota” – outro dos temas animados de Prometo e
“Vivir”, que fecha o concerto acompanhado de uma chuva de confettis. Eram quase as 23h30.

Pablo e os seus seis músicos agradecem e saem, mas o público não arreda pé e aplaude entusiasticamente, e é entre aplausos e luzes acesas que o cantor volta a surgir em palco, desta vez sozinho e a piano, para interpretar os icónicos “Solamente Tú” – tão apreciado pelo público e o tão aguardado “Prometo”.

Prometo que no pasarán los años
Arrancaré del calendario las despedidas grises
Los días más felices no han llegado
Te prometo olvidar mis cicatrices
Devolver lo que he robado a tus dos ojos tristes
Te prometo que nos mudaremos pronto
Del fracaso y desconcierto a la calle del silencio
Te prometo que vamos a volvernos eternos

E como bónus, “Éxtasis” e “Vívela” desta vez em modo rock e animado, enecrrando o concerto em ambiente de festa, com o público todo de pé e a cantar.

Um concerto vibrante, que teve momentos românticos e intimistas e outros muito animados, entre os ritmos latinos, o jazz e o rock, e terminou com um sentido “Muito Obrigado” – “Gracias”.

E nós respondemos “De Nada, volta em breve que serás sempre muito bem recebido em Lisboa Pablo” – Prometo.

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