OneRepublic conquistaram nativos em Lisboa

OReportagem de Tânia Fernandes
Fotografias Alexandre Antunes/Everything is New
 

Grandes êxitos, mensagens positivas e uma entrega muito emotiva à cidade fizeram com que os OneRepublic ontem, tivessem conquistado as hostes no MEO Arena. Num concerto carregado de energia, com alguns momentos intimistas, a banda de Ryan Tedder demostrou a razão do sucesso meteórico. “Quando cá estivemos, há uns cinco anos atrás, tocámos para umas 40 pessoas, mais parecia uma festa de aniversário. Hoje somos 30.000!” partilhava o vocalista da banda norte-americana, com o público. Em jeito de desculpa pela demora no regresso, rematou com um “vamos recuperar, nos próximos 90 minutos, estes anos de espera!”.

Lisboa foi a última data de uma digressão mundial que passou pelos cinco continentes. Native, o último trabalho, é de 2013 e foi sobre estes temas que o alinhamento se focou. Começaram em modo silhueta, com “Light it Up”, detrás do pano branco que só caiu no final da música. Há muita luz em palco a marcar as figuras dos seis protagonistas da noite: Ryan Tedder é acompanhado de Zack Filkins na guitarra elétrica, Eddie Fisher na bateria, Brent Kutzle no baixo e Drew Brown na guitarra. “Secrets” é o tema que se segue, logo reconhecido pelos presentes, que vem também apresentar o videohall de fundo, com losangos sobrepostos. Ao longo da noite, vão sendo apresentadas belas sequências de imagens. “All the Right Moves”, “What You Wanted” e depois um “Stop and Stare”, que começou em modo acústico para explodir com toda a força “Muito obrigado!” diz no final Tedder, sem se engasgar.

Para “Something I Need” pede a colaboração do público para cantar e é mesmo um gigante coro que consegue, registando, ele próprio, esses momentos, com uma câmera de filmar na mão, com a qual atravessa a passadeira instalada frente ao palco, que divide a plateia. De seguida, o ambiente muda. O gigante recinto torna-se acolhedor e quase nos sentimos numa sala, os poucos milhares com a banda. No meio da plateia, sozinho, à media luz, Ryan Tedder avança com os primeiros acordes de “Apologize” e a resposta do público é esmagadora. Acompanhado de contrabaixo, traz-nos uma versão intimista do tema, que continua para a cover de “Stay With Me” de Sam Smith, cuja letra todos parecem saber na ponta da língua. Em modo de festa, continua para “Budapeste” mais um tema emprestado, desta vez de George Ezra.

Introduz “Come Home” com uma recordação do momento em que a tocaram, na última passagem por Lisboa e refere que esta foi uma das primeiras músicas que fizeram, enquanto banda. Põe um chapéu preto na cabeça e dá continuação para um dos momentos que mais tocou o público português: “Good Life” tem como pano de fundo imagens de Lisboa e o gesto é muito apreciado. Um solo de guitarra espanhola medeia o regresso ao grande palco onde as luzes, o fumo e as imagens compõe os grandes êxitos da banda: “Counting Stars”,“Can’t Stop”, “Feel Again” e “I Lived” são grandes temas desta banda, fruto da era digital que se tornou conhecida através de uma plataforma social de música. O público é, para eles, parte importante do espetáculo e percebe-se que é para os fãs que tocam.

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Antes de sair, o vocalista revelou que já se encontram a preparar o próximo disco e esta digressão tem também sido ponto de inspiração. “Temos novas canções escritas em sítios como Dublin, Moscovo ou Lisboa”. Voltou a mimar os presentes ao confidenciar que apesar de terem passado por mais de cinquenta países, são apenas dois ou três os que escolhem para passar férias. E Portugal é um deles.

“Love Runs Out” abriu o encore, juntamente com uma versão de “What a Wonderful World” de Louis Armstromg. Com a promessa de um regresso próximo, despediram-se com o estrondoso “If I Loose Myself”.

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