Novo Beirão d’Honra Em Homenagem A Carranca Redondo

Reportagem de Elsa Furtado (Texto e Fotos)

São 13 as especiarias que fazem deste licor uma bebida única, a sua lista é um dos segredos mais bem guardados da família Redondo, mas isto não o impede de continuar a ser uma das bebidas preferidas dos portugueses, afinal não falamos de uma bebida qualquer mas de “Licor Beirão – o Licor de Portugal”.

13 especiarias, uma receita única e alguns segredos compõem a receita que faz deste licor tão especial, junta-se lhe a água de uma mina da Lousã, e álcool e temos Licor Beirão.

E agora, a pretexto  do Centenário de José Carranca Redondo, o homem que o criou, o seu neto Ricardo e o seu filho José pegaram na receita original, fizeram várias experiências, trocaram o álcool por uma aguardente vínica, e criaram assim o Beirão d’ Honra, uma bebida mais forte, de cor âmbar, mas com o mesmo cariz açucarado e licoroso.

A produção do Licor Beirão começa na Quinta do Meiral, na Lousã, propriedade da família, onde está instalada a fábrica e ainda uma horta, onde são plantadas algumas ervas. O licor é aqui produzido, segundo uma receita secular e secreta, que combina sementes e especiarias, como canela, cravinho, anis estrelado, cardamomo, entre outras, álcool, e água da mina dessalinizada, açúcar, e corante – um dos segredos da receita reside nas quantidades. A mistura fica então a maturar em tinas próprias e é depois duplamente destilada.

Três semanas depois a bebida está pronta a ser engarrafada, e rotulada (esta fase do processo é feita manualmente), depois segue para a linha de embalamento, onde as garrafas são colocadas em caixas de cartão, posteriormente seladas e todas elas contabilizadas.

Depois de prontas, as paletes são então expedidas para o centro de distribuição, e daí enviadas para o país e para o mundo.

O novo Licor Beirão D´Honra segue o mesmo processo e a mesma receita, tendo apenas como única diferença, ser elaborado com aguardente vínica em vez de álcool, para além da garrafa e da rotulagem.

A História

A par da receita do licor, a sua história e promoção são também muito importantes. A história começa quando o seu fundador, José Carranca Redondo, nascido a 29 de abril de 1916 na Lousã, pediu Maria em casamento, dizendo-lhe: “Se casares comigo Maria, compro a fábrica de licores.”, e assim foi, e juntos, com muito trabalho, que construíram e fizeram uma das bebidas e marcas mais apreciadas e conhecidas do país.

Carranca Redondo ficou também para a história como um visionário, e um dos pioneiros do marketing em Portugal, tendo sido responsável, nos anos 50 e 60, por campanhas arrojadas e até um pouco controversas para a época, a par da criação de brindes e objectos ligados ao Licor Beirão, como réguas, copos ou porta guardanapos.

Prémio de Criatividade José Carranca Redondo

O ano passado, e tendo em conta esta faceta do seu fundador, foi também criado o Prémio de Criatividade José Carranca Redondo, um prémio de criatividade que pretende ser um tributo a um homem visionário e com um percurso notório nas áreas de marketing, publicidade e relações públicas, para pessoas dos 18 aos 100 anos, e que pretende premiar as melhores ideias em três áreas diferentes e em que Carranca Redondo se destacou: Criatividade Comercial (marketing e vendas, Criatividade Publicitária e Criatividade Relacional (relações públicas e marketing relacional).

A votação foi feita por um painel de júris em duas fases distintas.

O Beirão d’Honra já está à venda desde dia 29 de abril, em lojas especializadas e em algumas grandes superfícies, numa embalagem especial, por 20 euros.

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