Noites De Queluz Começam Hoje Com Concertos no Palácio

Por Tânia Fernandes e António Silva

Noites de Queluz 2017

“De Viena, (não só) com humor”, pela Orquestra Barroca da Casa da Música, é o concerto que abre, esta noite, as Noites de Queluz. A 4ª Temporada de Música, iniciativa conjunta da Parques de Sintra e do Centro de Estudos Musicais e Setecentistas de Portugal – Divino Sospiro, vai decorrer no Palácio Nacional de Queluz, até ao dia 29 de outubro.

A temporada é composta por sete concertos e um convite ao usufruto do património ao som da música da época. Sob direção artística de Massimo Mazzeo, esta Temporada faz a sua estreia na Sala do Trono e na Sala da Música, salas de aparato do Palácio Nacional de Queluz, concebidas ao gosto regência-rococó.

Os sete concertos propostos para este ciclo incluem repertórios ajustados ao contexto histórico do Palácio, numa viagem pelas sonoridades do período Setecentista, com principal destaque para a estreia mundial moderna da serenata Il Natal di Giove, de João Cordeiro da Silva.

A abertura do ciclo faz-se a 27 de setembro com uma viagem bem-humorada: De Viena, (não só) Com Humor. A Orquestra Barroca da Casa da Música, com direção artística de Laurence Cummings, atua pela primeira vez nas “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” com obras de Mozart e Haydn, representantes máximos do Classicismo Vienense.

No segundo concerto, a 1 de outubro, o barítono Thomas E. Bauer e o pianofortista Jos van Immerseel protagonizam um recital intitulado A ‘Sehnsucht romântica vista por Beethoven e Schubert“. Irá cantar-se o ciclo ‘À bem-amada distante’ de Beethoven e as canções de Heine do “Canto do Cisne”de Schubert.

Palácio de Queluz

No sábado, 6 de outubro, o ensemble Il Suonar Parlante, onde se destacam a flautista Dorothee Oberlinger e o gambista Vittorio Ghielmi, apresenta “Bárbaro Barroco – o centro e as exóticas periferias”, um concerto com duas facetas: uma abordagem a três músicos alemães do Barroco onde a viola da gamba ocupa um lugar de destaque; e uma segunda parte com sonoridades de inspiração cigana e da Europa Oriental.

Passar “Um serão em Viena no tempo de Beethoven” é a proposta para 13 de outubro. Uma noite na qual o violoncelo de Marco Testori e o pianoforte tocado por Costantino Mastroprimiano vão encher de notas a Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz.

A 22 de outubro, o itinerário musical das Noites de Queluz passa por Roma e Lisboa, duas das capitais onde viveu o músico Domenico Scarlatti. Em “Domenico Scarlatti e a Roma que ele trocou por Lisboa”, o ensemble Il Sogno Barroco, com direção do violinista Paolo Perrone, apresenta sonatas de Scarlatti, mas também de Corelli, Händel e Lonati.

A jovem pianofortista espanhola Laura Fernández Granero atua pela primeira vez em Portugal, no dia 27 de outubro. O concerto Os Alvores do Romantismo em Portugal traz sonatas, danças e variações de João Domingos Bomtempo (1775-1842) e Muzio Clementi (1752-1832), dois compositores que foram também dois amigos.

O ciclo Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie termina com “Uma serenata para o aniversário do príncipe herdeiro”. Il Natal di Giove, de João Cordeiro da Silva, foi ouvida no Palácio de Queluz a 21 de agosto de 1778, por altura do 17.º aniversário do infante José Francisco, filho de D. Pedro III e da rainha D. Maria I. Esquecida desde então, tem agora, a 29 de outubro, a sua estreia mundial moderna, com direção artística de Riccardo Doni, à frente do Divino Sospiro.

Os bilhetes encontram-se à venda no local e  locais habituais e custam 10 euros (bilhete por concerto).

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