Música e Dança Voltam a Encher o Largo de São Carlos Em Julho

 

logo_festival_aolargoA chegada do verão traz sempre música, ópera e dança ao largo de S. Carlos, e este ano não é exceção, com o Festival ao Largo a arrancar já no próximo dia 3 de julho e a decorrer até dia 25, todas as noites, durante 15 dias consecutivos e com entrada livre.

A celebrar este anos 7 anos de vida, a programação do festival dedicado à música e dança clássica de Lisboa, apresenta música coral e sinfónica, ópera e duas estreias mundiais, aposta na Juventude e presta homenagem a Elsa Saque, Álvaro Malta e Maria Cristina de Castro (título póstumo). Também homenageado vai ser o Ballet Gulbenkian pela Companhia Nacional de Bailado, que apresenta o programa BG.

Durante 15 dias vai ser possível assistir a atuações da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, e das novas gerações, pela Orquestra Juvenil da Irlanda e do Coro Juvenil de Lisboa.

Outra das novidades desta 7ª edição é o projeto Festival ao Largo Millennium bcp nas Praças, que visa a descentralização do Festival, através da projeção, em direto e a partir da transmissão da RTP2, de concertos para o Largo Visconde Serra do Pilar, em Santarém, e para a Praça do Sertório, em Évora, nos dias 3, 10 e 17 de julho.

O festival abre com o concerto coral-sinfónico Broadway e o Novo Mundo, no dia 3 de julho, às 21h30, (que repete no dia seguinte), e vai contar com a participação da solista portuguesa Sofia Escobar, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do TNSC e direcção musical da maestrina Joana Carneiro. Nesta noite vão se ouvir temas como Aaron Copland, Leonard Bernstein, Ennio Morricone, ,Andrew Lloyd Webber, John Williams, Frederick Loewe e Antonín Dvo?ák.

Dias 7, 8, 9 e 14 são os dias das Novas Gerações com a Orquestra da Universidade de Louvain-la-Neuve e direção musical Philippe Gérard; Christopher Bochmann e a Orquestra Sinfónica Juvenil e Kees Bakels e a Orquestra Juvenil da Irlanda, respetivamente.

Destaque também para o concerto de dia 10 de julho, intitulado Diálogo com o Oriente, que é uma fusão inédita entre a primeira cena da ópera O Deus do Vulcão e o gamelão (tipo de orquestra tradicional da ilha indonésia de Java). O espetáculo só com cantores portugueses tem como tema o vulcão azul de Java e insere-se também nas comemorações dos 70 anos da UNESCO.

De referir ainda que os últimos espetáculos do festival, habitualmente a cargo da CNB, e que este ano apresenta o espetáculo Ballet Gulbenkian, em homenagem ao extinto BG, estão em risco de não se realizarem, devido a uma possível greve dos bailarinos, podendo haver outro tipo de espetáculo em substituição. Estes estão marcados para as 22h00.

A edição deste ano contou com um orçamento de 139 mil euros, mais 39 mil que no ano anterior, referiu o pianista Adriano Jordão, um dos responsáveis pela programação, na conferência de imprensa de apresentação, que salientou ainda que apesar disso, o festival vai ter menos uma semana e menos espetáculos.

Os espetáculos estão marcados para as 21h3o e todos eles têm entrada gratuita.

Texto de Elsa Furtado

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