Muitos Dias, Muitas Horas A Cantar Com Paulo de Carvalho

Paulo de Carvalho

Reportagem de Madalena Travisco (Texto) e Joice Fernandes (Fotos)

Na mesma rua/ na mesma cor/passava alegre/ sorria amor
marcou a entrada de “Flor sem tempo”, o primeiro dos temas do alinhamento intemporal de Paulo de Carvalho: Canta o sol que tens na alma/és a flor de ser feliz/ Olha o mar, na tarde calma/ouve o que ele diiiz…
foi o primeiro dos refrões cantado por todos os que lotaram a sala do Tivoli em Lisboa na noite de 12 de abril.

“Porque Choram Os Teus Olhos…”, anunciou “Maria Vida Fria” antes das primeiras palavras: “Boa noite meus amigos. Muito obrigado por estarem aqui connosco nesta festa  e neste Tivoli tão lindo. Eu hoje celebro 54 anos, não sei se foi exatamente nesta data, mas são 54 anos…(…)” dando mote aos “10 anos: é muito tempo, muitos dias, muitas horas a cantar”.

Visivelmente feliz e grato, cantou “Abracadabra” e “Executivo” antes de um “Vamos aos fados” com José Manuel Neto na guitarra portuguesa e Carlos Manuel Proença na viola: “Desculpem Qualquer Coisinha”, “Balada da Boneca”, “O Homem das Castanhas”, “Os Putos”, “Lisboa, Menina e Moça” e “Meu Fado Meu” partilhado com Mariza, a primeira convidada.

Com a filha Mafalda Sachetti partilhou a “Mãe Negra” depois de uma versão diferente do “Cacilheiro” e antes do “Beijo da Lua” que, por sua vez, antecedeu o “Meu Mundo Inteiro” do e com filho Bernardo  (Agir). Com cada um dos filhos houve momentos de troca de afetos e juras de amor.

Depois de vozes tão afinadas perpetuando o refrão de “Os Meninos de Huambo”, houve desafinos de vozes em forma de apupo e ruídos de palmas batidas em pé, de quem não quer que o concerto termine.

 

Atravessando a plateia, Paulo de Carvalho regressaria com “Gostava de Vos Ver Aqui” e a célebre “Nini dos Meus 15 Anos” novamente cantada por todos e perante uma plateia de pé que aplaudia e acenava, os elogios à vida, à família e aos músicos que o acompanham:

“Obrigado. Um grande abraço. Um abraço para todos aqui e também para os que não puderam vir. Vamos ser intemporais. (…) É por tudo isto que eu gosto muito de vos ter aqui, mesmo que seja DEPOIS DO ADEUS”.

Quis saber quem sou/ o que faço aqui (….)

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