Mexefest Voltou a Animar a Baixa Lisboeta Este Fim de Semana

Mexefest

Reportagem de Tânia Fernandes, Diana Silva e Marina Costa

Decorreu este fim de semana, 27 e 28 de novembro, mais uma edição do festival Vodafone Mexefest, que voltou a invadir uma das zonas histórica e mais extraordinária de Lisboa – a zona entre a Avenida e a Rua das Portas de Santo Antão. Um conceito de festival diferente, que permite encher de gente que se mexe para ouvir música, espaços emblemáticos, antigos, classificados como património arquitetónico, da cidade.

Os diferentes espaços acolheram as bandas nacionais e internacionais, estrategicamente escolhidas, para que a sua música fosse enriquecida com o espaço. A mística envolvente da Igreja de São Luís dos Franceses, a Sociedade de Geografia ou o Palácio Foz acolheram sonoridades que criaram uma simbiose única. O artista ganha com o espaço e o público vivencia uma experiência singular pelo lugar e som habilmente ligados.

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Do conceituado S. Jorge à estação Central em pleno Rossio, passaram mais de 50 bandas, de diferentes estilos, muitas portuguesas e outras pela primeira vez em Portugal, um cocktail de rock, experimental, psicadélico, electro e hip hop.

O público esteve sempre entusiasta circulando pelos vários espaços que primaram pela organização; foi possível ao amante da música movimentar-se no decorrer dos concertos usufruindo de um ambiente em constante movimento e ao mesmo tempo não incomodando o que optasse por ouvir o concerto do início ao fim.

De elevada originalidade, a escolha dos espaços permitiram a que tudo estivesse envolvido na vida normal da cidade numa zona de muitos turistas e de grande movimentação de pessoas… Um conceito que permite conhecer espaços históricos e sentir um orgulho desmesurado numa parte da cidade sempre ligada à cultura em todas as suas vertentes desde há décadas. O Ateneu, uma sala dedicada ao desporto e às atividades culturais e a Casa do Alentejo, o primeiro casino em Lisboa, são disso testemunhos.

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O Coliseu acolheu os artistas mais desejados dos dois dias como Benjamim Clementine, Ariel Pink e Patrick Watson, a encherem um espaço estrategicamente adaptado a um ambiente de festival e que permitiu ao público poder usufruir do concerto numa acústica perfeita. A destacar também a elevada afluência dos artistas que estiveram nas duas salas do S. Jorge como a Márcia e os seus convidados, num concerto minimalista e Best Youth, os tão aguardados rapazes do indie-pop.

Dos 12 espaços do festival a destacar a novidade deste ano – O Tanque, piscina do Ateneu Comercial de Lisboa, “perdeu a água” e ganhou público a admirar sons como Da Chick, Peaches e a fechar as duas noites com San Holo e Meu Kamba Live.

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Ainda a destacar nestes dois dias o Vodafone Bus, como uma alternativa para descer / subir a avenida ao contrário dos corajosos e resistentes que o iam fazendo a pé e aos que com o calendário definido de diferentes concertos para assistir não queriam perder tempo e aproveitavam os shuttles. Grande novidade este ano a Vodafone Blackout Room, uma experiência a despoletar todos os sentidos.

Nestes dois dias circularam pelas Portas de Santo Atão, Avenida da Liberdade e Rossio um público muito sortido, múltiplas opções na música superando expetativas pela capacidade de artistas e público encherem espaços fechados em Lisboa que assim ganham vida num festival que mexe ao som da música!

 

 

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