MEO Marés Vivas – Dia 3: Sting – An Englishman In Gaia

Reportagem de Rosa Margarida (Texto) e Paulo Soares (Fotos)

Sting, cabeça de cartaz do festival, foi o exímio protagonista da última noite da edição 2019 do MEO Marés Vivas. Tiago Nacarato e Morcheeba fizeram as honras da casa, no palco principal e os HMB fecharam “com chave de ouro” o festival nortenho.

O ex-The Police, que tinha cancelado alguns concertos nas últimas semanas por motivos de saúde, mas subiu ao palco do MEO sem revelar qualquer cansaço. Num recinto, pequeno para tantos fãs, Sting embarcou numa viagem através do tempo, com 40 anos de canções a fazerem as delícias dos festivaleiros. Ao som de My Songs, álbum lançado em maio deste ano, o cantor britânico não desiludiu os festivaleiros.

Ao “Message In a Bottle”, tema de abertura seguiram-se os sucessos “If I Ever Lose My Faith In You” e “Englishman in New York”. O músico agradece em português: “Porto, é um prazer estar aqui com vocês” e, também em português, apresenta a banda. Os fãs agradecem e retribuem, cantando “de fio a pavio” os temas intemporais de uma carreira recheada de êxitos.

No alinhamento “Fields of Gold”, “Shape of my Heart”, “Roxane” e “Demolition Man” pontuaram um inesquecível espetáculo. A plateia, incansável, cantava, aplaudia, dançava…Ao set de lanternas de telemóveis juntou-se o coro do público no tema “Every Breath You Take”, um dos pontos altos do concerto. Uma primeira despedida, com chave de ouro, nos versos:

Every move you make
Every vow you break
Every smile you fake
Every claim you stake
I’ll be watching you

A habitual vénia da banda e a saída de palco, para um regresso com “Next to You” e “Fragile”, num concerto que “soube a pouco” e “passou depressa demais”, nas palavras dos festivaleiros. Um espetáculo de uma hora, com temas intercalados de Sting e dos The Police, a prender (e render) o Marés.

A inaugurar o Palco Principal, Tiago Nacarato, o portuense no Marés, pelo segundo ano consecutivo, mas pela primeira vez no Palco Meo, apresentou alguns dos temas do seu primeiro álbum, a lançar em breve. Bossa Nova e samba receberem o magnífico entardecer num recinto repleto. O músico passeou por novas músicas, como “Pequeno Gigante”, num alinhamento com “Onde Anda Você”, de Vinicius de Moraes e o seu êxito “Dança”.

Morcheeba e a poderosa voz de Skye Edwards aqueceram (definitivamente) o ambiente. Os britânicos apresentaram os seus temas de maior sucesso, numa viagem entre “The Sea”, de 1998 e “Otherwise”, de 2002, passando pelo “Blaze Away”, de 2018. A despedida foi feita ao som de “Rome Wasn”t Built in a Day”. A vocalista dos Morcheeba, com uma presença e elegância fantásticas, encantou o público do MEO.

A fechar o Palco Principal a energia contagiante dos HMB. Dança sincronizada, temas conhecidos e muito boa disposição marcaram o espetáculo de Helder Marques e da sua banda. “Feeling”, “Paixão”, “Peito”, “Dia D” foram alguns dos temas, num espetáculo a fechar com o encore “Não me Leves a Mal” e, um dos maiores sucessos da banda, “O Amor É Assim”.

O Festival MEO Marés Vivas superou as 100 mil pessoas nos três dias e regressa em 2020, no terceiro fim de semana de julho, com a organização “a pensar numa nova localização”.

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