MEO Marés Vivas – Dia 1: A Música A Galgar Ventos E Marés Com Destaque Para Keane E Kodaline

Reportagem de Rosa Margarida (Texto) e Paulo Soares (Fotos)

A primeira noite do festival – que quer unir gerações, escreveu-se, sob um manto de nevoeiro e frio, ao som do luso-americano Mishlawi, dos portugueses Os Quatro e Meia, do esperado regresso dos Keane e do (sempre bem-vindo) retorno dos Kodaline. Até domingo, o MEO Marés Vivas aquece a Antiga Seca do Bacalhau, em Vila Nova de Gaia.

As “honras da casa” fizeram-se no Palco Santa Casa, com as atuações de Beatriz Pessoa e Joana Espadinha. À medida que o recinto ia ganhando vida, passaram pelo Palco RTP Comédia os humoristas Marco Cunha, Sérgio Pereira, Sofia Bernardo e Serafim. O entardecer, eclipsado pela bruma carregada do Norte, foi juntando os festivaleiros – este ano no outro extremo do recinto – junto ao Palco MEO.

Mishlawi Agita Marés

Ao som do seu último álbum, Solitaire, o luso-americano Mishlawi inaugurou o Palco Principal do Marés e as primeiras manifestações dos festivaleiros fizeram-se ouvir após o apelo: “Portooo” entoado entre temas. O artista, de 22 anos, aqueceu o ambiente frio do MEO, com os seus já bem conhecidos temas, como “Uber Driver” e “Honor Roll”. No alinhamento, os hits, com milhões de visualizações, como “All Night”, “Rain” e “Ignore”. 

De Coimbra, Os Seis Que São Quatro e Meia

Pela primeira vez no Palco Principal, o grupo de Coimbra agradeceu à organização a “aposta na música portuguesa”. E que aposta! O sexteto não deixou créditos por mãos alheias e do seu primeiro álbum, Pontos nos Is, temas como “Sentir o Sol”, a canção homónima “Pontos nos Is”, “P’ra Frente é que é Lisboa” e “Não Respondo Por Mim” fizeram a festa. Miguel Araújo, numa crónica de 2018, salientou a “perícia vocal, instrumental e criativa irrepreensível” dos Quatro e Meia e “à boleia” das palavras do músico, a sensação de que “estes doutores e engenheiros” nos reconciliam com a “música popular, de tradição académica.”

A banda coimbrense “confessou” ter-se divertido imenso e não se cansou de agradecer a presença dos festivaleiros (mesmo aqueles que tinham ido ver Keane, Kodaline ou Mishlawi). O público poderia não estar lá por eles – mas festejou ao som das suas músicas e foi agradavelmente surpreendidos pela magia dos Quatro e Meia.

Os Keane Nunca Chegaram a Partir

Depois de estarem afastados dos palcos durante uns anos, os Keane, o nome mais esperado regressou ao festival. Os britânicos passaram pelo MEO em 2009 e, volvidos 10 anos, regressam com uma novidade em primeira mão: um novo álbum a sair em setembro. O alinhamento, repleto de sucessos, elevou a voz dos festivaleiros ao som de “Somewhere Only We Know” ou “This is The Last Time”. Depois de “Bend and Break”, “Silenced by the Night” e “On the Road” estava lançado o mote para um espetáculo memorável do grupo de Tom Chaplin, Tim Rice-Oxley, Jesse Quin e Richard Hughes. 

Ao adeus, ao som de “Everydoby’s Changing”, segue-se um retorno ao palco para “Put the Radio”, “Crystal Ball” e, a fechar o encore, “Sovereign Light Café”. Uma hora e meia de música, de calor, de sucessos, de (re)encontros.

Os Irlandeses “da Casa”

Kodaline, pelo segundo ano consecutivo no MEO Marés Vivas e depois de terem atuado, ainda no anterior recinto, em 2016, são os irlandeses “da casa”. Na bagagem juntam-se, ao último álbum, Politics Of Living, lançado em setembro passado, os sucessos de sempre e o público deixa-se viajar. A cumplicidade e o folk rock a marcarem o festival!

As honras de abertura estavam reservadas aos novos temas ‘Follow Your Fire’, ‘Brand New Day’ e ‘Ready’, mas foram os hits “High Hopes”, “All I Want”, “Love Like This” e “One Day” que mais se fizeram ouvir no público, num regresso (sempre) bem-vindo e emocionado. Steve Garrigan surpreende, na reta final do espetáculo, com “Chasing Cars”, tema da banda Snow Patrol, que cancelou a vinda ao festival. Garrigan, “o One Man Show” passou pela guitarra, pela harmónica e pelo bandolim, com a mestria a que já habituou o público português. 

As vozes e as lanternas dos festivaleiros são o epítome perfeito para uma noite de retornos, com um “até já” polvilhado de “All I Want” e “High Hopes”, numa despedida emocionada.

E a Festa Continuou …

No Bloco Moche, com Plutónio e DJ Oder, para os mais resistentes…o rapper de Cascais e o produtor de drum & bass music a fechar o primeiro dia da 13ª edição do MEO Marés Vivas.

Hoje o festival continua e os passes de três dias e os bilhetes para hoje já estão esgotados.

Passam este sábado pelo Palco MEO, os Ornatos Violetas, a banda que volta a juntar-se para um único concerto agendado a norte; Mando Diao, Carlão e Don Broco. O cartaz completa-se com Lazy Faithfull, João Só, Valas, Eva Rapdive e DJ Oder, no Palco Santa Casa e no Bloco Moche. Nota ainda para Miguel 7 Estacas, Rúben Branco, Gabriel Mendes e João Pereira, no Palco RTP Comédia.

No domingo, o cabeça de cartaz desta edição, Sting, regressa ao festival, volvidos dois anos. O Palco MEO recebe ainda HMB, Mocheeba e Tiago Nacarato. Nos restantes palcos Biya, Maria Bradshaw, Tainá, Domi, Bispo e DJ Oder. No palco RTP comédia os humoristas Pedro Neves, Paulo Baldaia, Nuno Lacerda e David Santos.

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