Se Me Amas Trouxe Os Xutos & Pontapés Ao Coliseu De Lisboa Em Formato Acústico

Por Madalena Travisco (Texto) e Joice Fernandes (Fotos)

O lançamento do CD e DVD do concerto acústico gravado em dezembro de 2015 no Campo Pequeno Se Me Amas foi o mote para os dois concertos dos Xutos no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, nas noites de 28 e 29 de outubro, a primeira das quais como edição extra.

As luzes apagaram-se já passava das 22h00 e à entrada dos músicos em palco, as mãos hesitaram entre os aplausos e os smartphones no ar a registar o momento.

xutos-002“Já me lembrei/já me esqueci” traz a “Chuva dissolvente” para prosseguir, sem interrupções, com “Há Qualquer Coisa”, “Nós Dois”, “Tu e Eu” e “No Quarto de Candy”.

“Isto hoje está ao rubro. Muito obrigado. É muito bom tocar para uma audiência assim, não achas Tim?” – perguntava Zé Pedro. Segue-se o “Se Não Tens Abrigo” antes do momento em que Kalú marca o tic-tac de “Pequenina” numa versão lullaby.

O “Conta-me Histórias” – anunciada por Tim como a primeira canção de amor da banda – é um dos grandes coros da noite e em que os braços mostraram alguma inquietação. “Se Me Amas”, o tema que dá nome ao concerto, depois do “Da Nação” fecha a primeira parte.

Este é um concerto diferente da banda rock, com mais pausas entre as canções e com o belo do intervalo “para irmos fumar um cigarrinho, beber um copo ou encontrar uns amigos. Esta música [se me amas] dá nome ao espetáculo e podem adquirir o CD (…)” – brincou Zé Pedro.

Não sendo a versão acústica o formato que mais identifica os Xutos & Pontapés, a banda regressa num novo cenário após intervalo: um sofá encarnado em forma de duas mãos unidas no meio do palco. Nesse sofá sentam-se primeiro Tim e Cabeleira para um dueto de guitarras em “Doçuras”; mais apertadinhos, com Tim ao centro, Zé Pedro (o dono do sofá) juntou-se ao duo para “Nesta Cidade”, e no instrumental “A Minha Aventura Homossexual” já participaram Kalú e Gui, não no sofá, por razões de espaço, mas um de cada lado.

Já sem sofá, no palco, Kalú passa para as teclas em “Um Deus” e “Teimosia”. Continuam para “Remar, Remar” e à terceira nota já se afinam as gargantas para “O Homem do Leme”.

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Começa o desfile dos grandes êxitos, com a explicação de que o “Circo de Feras” se inspirou na espera de uns ténis. Daqui para a frente todos os temas foram cantados pela assistência: “Circo de Feras”, “Pensão”, “Tara Perdida”, “Ai Se Ele Cai”, “Dia de São Receber/ Aaaaaaaaaai a minha vida” e “Contentores”.

A acompanhar a banda esteve o baixista Nuno Espirito Santo.

encore foi feito com as habituais despedidas: “Maria”, “Casinha” e “Para Sempre” – num adeus.

E ainda as palavras de Zé Pedro, que fez questão de referir: “Nós vamos fazer 38 anos de carreira, e só há uma razão para estarmos juntos (…). É vocês existirem. Sem vocês, nada disto existia” .

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