O Fim da Tournée MUNDO no Melhor de Mariza no MEO Arena

MarizaReportagem de Madalena Travisco (texto) e Joice Fernandes (fotografias)

A poucos dias de fazer anos e com a disponibilidade total de receber presentes em casa (no dia 16), Mariza deu ela uma prenda a todos os que foram ao MEO Arena na noite de 7 de dezembro.  Um grande concerto. O concerto que fecha, em casa, a tournée Mundo que começou pela Suécia, passou pelos EUA, pelo Canadá, pela Suiça, pela Áustria, pelo Luxemburgo e pela Alemanha.

“Boa noite Lisboa, boa noite meus amigos que me vieram visitar hoje. Todos vós, sejam bem vindos! (…) O Fado não é muito triste. O Fado é uma música que fala dos sentimentos da vida. Da tristeza, da saudade, dos amores perdidos…, mas também fala de contentamento e da alegria (…)”

Foram quase 20 temas (além dos três do encore) que mostraram tudo isso: “Fadista louco” ao início e à capela, “Anda o sol da minha rua”, “Maldição”e “Dona Rosa”. Sobre a perceção de que a maior parte das pessoas não sabe o que é fado tradicional, Mariza esclareceu: “Existem à volta de 300 melodias, mais ou menos, que podem ser cantadas por todos os fadistas. O que sucede é que cada um pode escolher o seu poema”.

Depois do fado tradicional “Primavera” – o preferido de Mariza, o palco encheu-se de bailarinos e luz ao som de “Missangas” e o vestido de Mariza mudou de cor. A nova vestimenta encarnada realçava-se nos cenários de cada tema: “Adeus”, “Sem ti” (“sem ti sou metade/ sem ti não sou eu”),  “Caprichosa” e o “Melhor de mim” –  poema de Boss AC escrito há precisamente um ano que arrancou tantos aplausos:

“É a vida, que segue e não espera pela gente/
Cada passo que damos em frente/
Caminhamos sem medo de errar/(…)”

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“Sombra” antecedeu um frasco cheio de Cabo Verde na “Padoce di céu azul” (“Cretcheu, cretcheu – once forever, once for all”), uma “Alma” castelhana (“no puedo dormir sin el latido de tu voz”) e o “Rio de Mágoa” com um Tejo deslumbrante ao fundo.

A “Chuva” – tema do trabalho “Fado em mim” de 2001 – fez levantar o público das cadeiras.  Porque “As coisas vulgares que há na vida não deixam saudades(…)”.

Tempo ainda para os clássicos “Barco Negro”, “É ou não é”, “Rosa Branca” e uma nova referencia aos excelentes músicos que acompanham Mariza: José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Pedro Jóia na guitarra acústica, Yami no baixo e Vicky Marques na bateria e percursão.

“Foi uma noite maravilhosa. Obrigada. Feliz Natal e Bom ano novo. Vou despedir-me com Paixão!” – referindo-se ao último tema do alinhamento.

Voltariam ainda com “O tempo não pára”, “Ó gente da minha terra” e “Saudade solta”.

“Pedrinhas que houver eu hei-de tirar/ e todas as ervas daninhas à volta/ e o que vier virá lembrar/o que a vida prende a saudade solta”.

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