MAAT Apresenta Quatro Exposições Na Central Tejo Em Lisboa

Reportagem de Elsa Furtado

Chama-se MAAT e quer dizer Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia e é o mais recente espaço museológico da Capital e inaugurou hoje as suas primeiras exposições.

central_tejoCom uma localização privilegiada junto ao rio, em Belém, o complexo do MAAT inclui o velhinho edifício da Central Tejo e o novo edifício da autoria da arquiteta britânica Amanda Levete, com quatro salas: Oval, Galeria Principal, Project Room e Video Room. A direcção do novo museu foi entregue ao Arquiteto Pedro Gadanho ex-curador no MoMA, Museum of Modern Art, em Nova Iorque, e tem um orçamento anual de dois milhões de euros.

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Como antevisão deste novo espaço museológico, a Central Tejo reabre ao público a partir de amanhã com quatro exposições e novas salas expositivas: Central 1 e Central 2: Lightopia, Segunda Natureza Coleção de Arte Fundação EDP, Edgar Martins E Solilóquios Sobre A Morte, A Vida E Outros Interlúdios, e Artists’ Film International.

LIGHTOPIA

Pode ser vista na Central 1 até dia 11 de setembro e reúne mais de 300 obras que “mostram como a luz elétrica revolucionou o mundo em que vivemos, como alterou radicalmente as nossas cidades, criou novas formas de vida e de trabalho, tornando-se motor do nosso progresso. As mudanças tecnológicas, a revolução digital e o desenho dos novos espaços públicos são alguns dos temas abordados, bem como a nossa dependência da luz”. A mostra é comissariada pelo Vitra Design Museum da Alemanha em parceria com a Fundação EDP e divide-se em quatro partes: “Viver em Lightopia”, “Ícones do desenho e da luz”, “Cor, Espaço e movimento” e “A Luz no Futuro”.

Segunda Natureza

Esta é talvez uma das exposições que suscitam mais curiosidade. Composta por 50 obras da colecção da Fundação EDP, apresenta trabalhos de 26 artistas Gabriela Albergaria, Alberto Carneiro, Vasco Araújo, Julião Sarmento, Suzanne Themlitz, entre outros, realizadas desde os anos 70 até ao presente. E anda à volta da ideia de natureza e da nossa relação com a mesma. “O tema geral da exposição foi equacionado à luz dos debates atuais em torno das discussões sobre o impacto da ação humana no ambiente”. Pode ser vista na novíssima Sala Central 2 até 16 de outubro, e conta com curadoria de Luísa Especial e Pedro Gadanho.

EDGAR MARTINS – SILÓQUIOS E SOLILÓQUIS SOBRE A MORTE, VIDA E OUTROS INTERLÚDIOS

Mostra de fotografias tiradas por Edgar Martins, que aborda em fotografias,  projeções, instalação e texto o tema da morte, “numa articulação produtiva entre registos documentais e factuais e imagens que procuram incitar o potencial especulativo, ficcional e imaginário em torno do tema”. A curadoria é de Sérgio Mah e pode ser vista na Sala Cinzeiro 8 até 16 de outubro.

ARTISTS’ FILM INTERNATIONAL

Com curadoria de Inês Grosso, esta mostra está instalada na Sala das Caldeiras e pode ser vista até dia 16 de outubro. Vídeos, filmes e animações estão dispostos pelo meio das máquinas aqui instaladas. São nove obras realizadas por artistas de todo o mundo, numa parceria global que reúne 16 instituições, e que focam a “complexa relação entre arte e tecnologia” – o tema desta edição do Artists’ Film International.

As exposições podem ser vistas de quarta feira a domingo, das 12h00 às 20h00.

O novo edifício do MAAT tem inauguração prevista para 5 de outubro, dia em que estará aberto do meio dia à meia noite, com a primeira parte do projeto Utopia/Distopia, uma nova obra de Dominique Gonzalez-Foerster, concebida especialmente para este espaço e que ficará instalada no hall.

Os bilhetes vão ter um preço inicial de cinco euros, e inclui acesso a todas as exposições, sendo alterado algum tempo depois da abertura do novo edifício, para um valor até menos de 10 euros.

Haverá também um programa de membership, que terá um custo anual de 20 euros para duas pessoas.

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