Luz, Cor, Ritmo: É Sir Elton John, Ladies And Gentlemen…

Reportagem de Ana Filipa Correia (Texto) e Joice Fernandes (Fotos)

Elton John

O palco iluminou-se com luzes vermelhas e verdes, a relembrar o derby lisboeta que tinha terminado minutos antes. Os ecrãs gigantes ao lado do palco prometiam uma Wonderful Crazy Night.

A digressão do 32º álbum de estúdio de Sir Elton John trouxe a Lisboa, na noite de ontem, um espetáculo cheio de luz, som, muito ritmo e animação no que se veio a confirmar uma Wonderful Crazy Night.

O Meo Arena enchia-se maioritariamente, mas não exclusivamente, de uma geração mais velha, que apreciava uns copos de vinho a par das habituais cervejas, aguardando expectante a entrada em palco de Elton John.

Assim que as luzes se apagaram a multidão fez-se ouvir e quando as luzes iluminaram Elton John sentado ao piano, tem lugar a primeira ovação da noite.

Na primeira música da noite, aliás músicas, “Funeral for a friend” / “Love lies bleeding”, uma sequência alucinante de som e cor que justifica o merecido agradecimento a toda a equipa que tinha passado momentos antes nos écrans gigantes.

O começo frenético arrancou a primeira ovação de pé da noite, aliás a primeira de muitas, cativando o público e levando a “The Bitch is Back” e “Bennie and the Jets”.

Elton John
Elton John

Elton John cumprimentou o público com o habitual “Boa noite”, em português e promete um espetáculo especial dado que é o último da tour.

E música a música foi cumprindo essa promessa: do palco em tons de azul para “I Guess That’s Why They Call it The Blues”, a “Daniel”, “Someone Saved My Life Tonight” às duas músicas do álbum que dá nome à digressão, “Looking Up” e “A Good Heart”, esta dedicada a todas os amantes que estavam por ali.

O palco iluminou-se de seguida com as cores, as estrelas e as riscas da bandeira americana para “Philadelphia Freedom” antes de uma longa introdução ao piano, num medley que incluiu o natalício “Jingle Bells”, a “Rocket Man”, acompanhado de belas imagens do nosso planeta.

Do álbum de 1977, Madman Acrros The Water vieram Tiny Dancer e Levon, esta última evoluindo para uma jam-session que pôs o público em pé a saltar e a bater palmas.

Num fato preto de casaco comprido, mas com exuberantes aplicações de brilhantes vermelhos e com uma camisa também vermelha, num estilo que apesar de ter evoluído com a idade, lhe é muito próprio, Elton John levou-nos pela “Goodbye Yellow Brick Road”, com o Meo Arena a tornar-se um céu cheio de estrelas para a estrela maior que está em palco.

“Have Mercy on the Criminal”, “Sorry Seems To Be The Hardest Word”, “Your Song”, “Burn Down the Mission” foram a continuação da noite enquanto “Sad Songs (say so much)” levou o público até à beira do palco para uma recordação mais especial a ser partilhada no Facebook. A canção seguinte, “Don’t Let The Sun Go Down On Me” foi dedicada ao amigo Adrien, falecido na véspera.

“I’m Still Standing”, “Your Sister Can’t Twist (but she can rock’n rol)” e “Saturday Night’s Alright For Fighting” encheram a reta final de ritmos frenéticos a fazer jus ao mote do espetáculo.

O encore trouxe ainda dois clássicos: “Candle in the Wind” e “Crocodile Rock”, bem como um Elton John à boca de palco a agradecer ao público e a assinar alguns objetos que o público lhe passou para as mãos: discos, bilhetes e até um chapéu Pato Donald que Elton John experimentou.

Agradecendo ao público que foi amazing, e com desejos de Feliz Natal e Bom Ano Novo, prometeu voltar a Portugal logo que possível.

Esperemos que esta promessa também seja cumprida, pois todas as outras foram-no esta noite. Wonderful and Crazy, ao estilo de Elton John.

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