Luís Represas Foi Como Foi

Reportagem de Madalena Travisco e Ana Filipa Correia

Luís Represas
Luís Represas

Foi sem mais nem menos. Como se o Coliseu se abrisse e nos prendesse nas canções. Em “Boa Hora” Luís Represas comemorou 43 anos de carreira no último dia de abril e deixou o Coliseu dos Recreios – essa casa que acarinha a música portuguesa – cheio de alma.

Hora boa é sempre hora de voltar. Para misturar músicas, misturar canções, misturar emoções: “Boa Hora”, “A Hora do Lobo”, “Mariana”, “Cinema Estrada” – uma coisa meio cinematográfica, uma luminosa sequela de a “125 Azul” com Paulo Gonzo e Jorge Palma, “Sagres” para recordar que os [míticos] Trovante começaram nessa mítica praia, “Na curva do horizonte” com Manuel Faria e Mia Rose antes do imperdível “Perdidamente” com Manuel Faria (e João Gil na plateia).

“No Colo do Vento” – uma aproximação entre o Fado e a música popular (gravado em dueto com Carlos do Carmo) antecedeu o “Um caso mais” – a solo – e uma nota de muita simpatia: “O Coliseu tem esta coisa fantástica de fazer com que os coros sejam magníficos”.

Seguiu-se “Promessas” (com letra de Carolina), “Colibri” e “Asas de Anjo” – a primeira parceria com Ivan Lins, amigo para cima de 40 anos – a provar que a música não tempo para surpreender.

Três temas cheios de aplausos e vozes precederam a pop colorida do “Eu Dou”: “Feiticeira”, “Memórias de um Beijo” e “Da Próxima Vez” com um beijo pendurado ao peito do [nosso] coração.

“Foi como Foi” marcou o final antes do encore que trouxe ao coliseu rendido de pé “Chave dos Sonhos”, “Timor” e “125 Azul”.

“Voltar aqui ao Coliseu – convosco – para mim … não tenho palavras, é tão emocionante, tão bom!… (…) é a casa que acarinha a música portuguesa e vocês fazem parte desta casa. Muito obrigado!”.

Foi como foi. Foi sem mais nem menos.

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