Lisboa Já Tem Novo Museu De Arte Contemporânea Com A Abertura Do MAAT

Reportagem de Elsa Furtado (Texto e Fotos), Tânia Fernandes e António Silva (Fotos)

A Utopia e a Distopia, tal como o sonho, marcam a abertura do novo edifício do MAAT – o recém inaugurado Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa da Fundação EDP, localizado junto ao rio, na zona ribeirinha de Belém.

O novo edifício junta-se agora à Central Tejo, antigo Museu da Electricidade e em conjunto formam o MAAT, um novo museu, onde a Arte Contemporânea, diferentes formas de ver e ser arte vão estar em destaque, tal como a relação com o público.

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Este é “Um Museu fruto de um sonho e um sonho para o futuro”, tal como referiu na inauguração Marcelo Rebelo de Sousa Presidente da República, é assim que podemos descrever este novo edifício. “Sonho” – palavra também utilizada pela arquiteta Amanda Levete em relação à sua comissão, afinal é o sonho que comanda a vida, tal como as utopias.

A arquiteta fez também questão de referir que, “Este é um Museu virado para o futuro”. O MAAT é um equipamento cultural que se pretende “inspirador e que torne o país e a cidade mais cosmopolitas”,  referiu ainda António Mexia – presidente do Conselho de Administração da EDP.

O projeto, da autoria da arquiteta britânica Amanda Levete, é ele próprio uma obra de arte, com 14 metros de altura e 38 000 m2 de área, mais exterior que interior, onde se destaca um miradouro (no topo do edifício), e ainda um jardim, tudo em claro diálogo com o rio.

Não tem linhas direitas, é amplo, o que faz dele um edifício dinâmico e inovador e destaca-se o seu aspeto futurista (quase a fazer lembrar uma nave espacial). No interior existem quatro espaços distintos: Oval, Galeria Principal, Project Room e Video Room. A obra completa está prevista para março de 2017 e tem um custo total de cerca de 20 milhões de euros.

À frente do MAAT está o Arquiteto Pedro Gadanho ex-curador no MoMA, Museum of Modern Art, em Nova Iorque, e a programação é da responsabilidade de Joana Seguro, que já tem planeados os próximos dois anos. O orçamento anual é de dois milhões de euros.

Para a abertura do novo edifício foram escolhidas três novas exposições: Pynchon Park de Dominique Gonzalez-Foerster, The World of Charles and Ray Eames e A Forma da Forma (que integra a 4ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa que arranca hoje e se encontra no exterior, junto ao antigo edifício), e ainda apresentações de vídeo Where Shapes Come From de Semiconductor, na Vídeo Room; Emerging Paradigm, Live AV Performance de Haroon Mirza na Galeria Principal; e Supercodex, Live AV Performance de Ryoji Ikeda na Project Room. Para além da primeira parte do projeto Utopia/Distopia, de Dominique Gonzalez-Foerster, concebida especialmente para este espaço,  que ficará instalada no hall.

Para os próximos meses estão previstas conversas e workshops com artistas como Alexandre Estrela, Miguel Soares, Sérgio Mah e Edgar Martins, para além de visitas orientadas.

De referir ainda que a antevisão da abertura do MAAT decorreu no verão, com quatro exposições e novas salas expositivas no Edifício da Central Tejo: Central 1 e Central 2: Lightopia, Segunda Natureza Coleção de Arte Fundação EDP, Edgar Martins E Solilóquios Sobre A Morte, A Vida E Outros Interlúdios, e Artists’ Film International, algumas das quais ainda estão a decorrer.

O MAAT vai funcionar de quarta a segunda feira, das 12h00 às 20h00. Os bilhetes vão ter um preço inicial de cinco euros, e inclui acesso a todas as exposições, sendo alterado algum tempo depois da abertura do novo edifício, para um valor de 10 euros e estão à venda no local. Haverá também um programa de membership, que terá um custo anual de 20 euros para duas pessoas.

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