Linda Martini Em Formato Agora Escolha No Musicbox Lisboa

Reportagem de Ricardo Filipe (texto) e Diana Silva (fotografias)

Linda Martini
Linda Martini

Podia ser uma noite qualquer em Lisboa, mas não era. Os miúdos (como eu lhes chamava), hoje já adultos, voltaram à sua terra para dar início a uma série de quatro concertos no Musicbox Lisboa. Tour Agora Escolha.

Passaram mais de dois anos do concerto do Coliseu dos Recreios e com mais um álbum na bagagem, os Linda Martini resolveram dar uma prenda de Natal aos seus fãs, fazendo com que eles escolhessem as setlists de toda a digressão.

Ver os Linda Martini, para mim, é sempre especial. São uma banda que dá tudo em palco e mais uma vez não desiludiram. Com a sala esgotada, os Linda Martini iniciaram a hora e meia de concerto com uma das raridades (apenas disponível no EP Marsupial) “As Putas Dançam Slows. O concerto, escolhido pelos fãs, percorreu toda a discografia dos Linda Martini, desde “Panteão”, “Volta”, “Belarmino”, “Gravidade”, “Putos Bons”, a clássicos como “Amor Combate” e “Dá-me a Tua Melhor Faca”, a raridades como os novos temas “Europeu Comum”, “Óssea Menor” ou mais antigo “Este Mar”.

No meio, a surpresa de tocarem um tema que não tocavam há bastante tempo “A Corda do Elefante Sem Corda”. Um tema que me toca bastante já que foi das primeiras músicas que ouvi da banda.

O público, mais uma vez, não desiludiu. Dançou, cantou, fez muito mosh e stage diving em especial no tema “100 Metros Sereia”, onde o André praticamente já não precisa de cantar, uma vez que o público canta por ele. É bastante interessante observar a banda e o público, todos de olhos fechados a cada música a balançar. Parece que a comunicação é feita por pensamento… um pensamento de mil e uma sensações a cada acorde, a cada verso.

Para finalizar um encore com os temos “Unicórnio de Sta. Engrácia” e “Boca de Sal”, levou todo público a uma satisfação total.

Cláudia, André, Hélio e Pedro, continuam a mostrar porque é que os Linda Martini são e vão continuar como uma das melhores bandas portuguesas da atualidade, que já dura desde 2003. São 15 anos de mais que boa música, são 15 anos de “Poesia Musical” como chamei em 2016 no Coliseu.

Deixo um repto a todos leitores, que os vejam atuar pelo menos uma vez na vida, eles não são uma banda qualquer, é impossível sair de um concerto seu, sem um sorriso e de coração cheio. Ainda existem bilhetes para Domingo… aproveitem.

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