Linda Martini Em Noite de Rock E Poesia Musical No Coliseu dos Recreios

Linda MartiniCorria o ano de 2008 e deslocava-me para a Fábrica Braço de Prata para ouvir a banda que todos meus amigos falavam, Linda Martini. Devo dizer que ia com o pé atrás, pois era raro ouvir musica cantada em Português… no fim, surpreenderam-me, encantaram-me e apaixonei-me pela banda com nome de “bailarina exótica” como diria ontem André Henriques, recordando os tempos em que procuravam um nome para a banda.

Hoje, passado 8 anos, os Linda Martini são uma banda mais madura, competente e profissional, e em minha opinião, das melhores bandas portuguesas da atualidade. E aqui estava eu, ontem  (dia 2 de abril), no Coliseu dos Recreios,  quase esgotado para ouvir a apresentação do quarto álbum de originais Sirumba.

Foram duas horas de pleno rock e poesia musical que deixaram encantados todos os que se deslocaram ao Coliseu dos Recreios (“a melhor sala de espetáculos em Lisboa, juntamente com a Aula Magna”). A vasta legião de fãs, sempre renovada, “moshou”, cantou e dançou durante duas horas e protagonizou um dos melhores momentos que já assisti em concertos, cantando em sintonia o refrão de “Cem Metros Sereia”: “Foder é perto de te amar, se eu não ficar perto.”. Ao regressar a palco, Cláudia Guerreiro agradeceu com um simples, mas puro e sentido: “Vocês são os maiores. Obrigada”.

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O espetáculo baseou-se essencialmente na apresentação do novo álbum Sirumba, que tocaram integralmente, com maior destaque para as músicas “Sirumba”, “Unicórnio de Sta. Engrácia” (o primeiro single extraído do álbum) e “O Dia em que a Música Morreu”.

Além do novo trabalho, os Linda Martini, revisitaram velhos temas que deixaram em delírio o público, como “Amor Combate”, “Estuque”, “Este Mar” (tema do primeiro EP), “Cem Metros Sereia” e para finalizar o concerto com chave de ouro “O Amor é Não Haver Polícia”. No fim ainda o público ainda foi brindado, com um um “Stage Diving” de Pedro Geraldes.

Em conclusão, mais um grande concerto dos Linda Martini que nos faz ir de coração cheio, e me leva a dizer: “Linda Martini é uma espécie de Amor Combate, mas neste caso ganha sempre a melhor parte. Obrigado Cláudia, André, Hélio e Pedro…. Continuem a mostrar que em Portugal se faz muito boa música. Nunca acabem, queremos mais.”

Reportagem de Diana Silva (fotografias) e Ricardo Filipe (texto)

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