Kodaline Embalam Corações No Coliseu De Lisboa

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

Os Kodaline optaram por não mexer na fórmula de sucesso que os levou à ribalta. Ontem, no Coliseu dos Recreios, voltaram a por a mão ao peito e a fazer voar borboletas, ao som dos conhecidos temas de amor que assinam.

Juntaram ao alinhamento uns pozinhos do mais recentre trabalho, Politics of Living. O público, maioritariamente jovem e feminino, conhece já bem as novas músicas. Começaram com um dos recentes, “Follow Your Fire” que foi cantado por todos, desde as primeiras rimas. O Coliseu, apesar de não estar esgotado, estava muito composto e repleto de boas vozes e muitos braços no ar. A banda irlandesa, voltou depois ao início de carreira, ao álbum In a Perfect World, para dar mais corpo ao coro de vozes com “Brand New Day”. Mas foi em “Ready” com conseguiram afinar toda a plateia, no mesmo timbre.

Muitos encontros tiveram certamente o dedo de Kodaline no ambiente e a noite pedia abraços e temas ouvidos em modo de corpos bem colados e embalados por melodias.

“Querem cantar?” Pergunta Steve Garrigan, o vocalista. E introduz um “Head Held High” que vem com um daqueles refrões cheio de “lalala’s” a pedir uma multidão para acompanhar a banda. A adesão do Coliseu de Lisboa foi imediata e emotiva e, no final, teve direito a agradecimento muito especial, rematado com um “Love you Lisbon”.

Anuncia depois uma canção romântica e Steve Garrigan não só pediu para acenderem as luzes do telemóvel, como avisa que todos o podem acompanhar. Era hora de dar as mãos e “The One” é-nos oferecido em versão acústica. A banda regressa para “Angel” e surpreende-nos depois com uma versão a cappella de “I Would’t Be”. O ritmo muda drasticamente para “Love Like This”, um momento de grande festa que os Kodaline promovem, com todo o público a dançar.

Quando Steve Garrigan anunciou a última música, soou uma inesperada gargalhada. A banda tocava há pouco mais de uma hora, e ainda não estavam depurados todos os desgostos amorosos. Mas ainda foi a tempo de concretizar um sonho. Todos cantaram os parabéns à Carolina, que anunciou, de forma eficaz, num cartaz, que era o dia do seu aniversário. Desembrulhou-se depois “Love Will Set You Free”, num quase final de concerto, e o refrão prolongou-se, mesmo já sem músicos em palco.

O último intervalo foi curto e os Kodaline regressaram rapidamente para largar as suas duas granadas emocionais: ”All I Want” e “High Hopes”. Despediram-se com a promessa de um rápido regresso e todos saíram a trautear, de alma lavada.

Bandas de Suporte

A noite abriu com JC Stuart. O jovem músico, natural de Londres, agarrou bem uma plateia que não o conhecia, mas que se deixou seduzir por um ritmo pop folk descontraído. Deixou um tema no ouvido, que vale a pena procurar: “Like I Did”.

Seguiram-se, depois, os Wild Youth. A banda irlandesa reúne um grupo de quatro amigos: David Whelan, Conor O’donohoe, Ed Porter e Callum McAdam. Tocam uma música pop-rock com forte presença de sintetizador. As plataformas de distribuição digital de música têm sido a rampa de lançamento desta banda, que deu nas vistas com o primeiro single “All or Nothing”.

A vivo, a música cola com os movimentos de dança de David Whelan, o vocalista cuja performance nos faz lembrar Ben Volpeliere-Pierrot, dos Curiosity Killed The Cat.
Deste breve alinhamento destacou-se “Lose Control” e a mais recente “Can’t Move On”. Os Wild Youth conseguiram mesmo por o público a cantar, após um breve ensaio. Saíram de palco com a memória de uma experiência memorável. Antes, pediram para registar o momento, com a moldura humana do público, no Coliseu de Lisboa, de braços do ar.

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